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Rio de Janeiro - A esperança de vida dos brasileiros aumentou quatro meses e 18 dias de 2005 para 2006, chegando a 72 anos, três meses e 12 dias para os nascidos no país no ano passado. Embora as estimativas de vida tenham melhorado para todos os estados do país, as desigualdades regionais permanecem, segundo a Tabela de Mortalidade 2006, divulgada hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, todos os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste alcançaram taxas acima da média nacional, enquanto os do Norte e Nordeste ficaram abaixo dela. Em alguns casos, a diferença entre os estados chega a mais de nove anos na expectativa de vida da população. Para o Distrito Federal, primeiro do ranking, a previsão ultrapassa 75 anos, já em Alagoas, estado com a pior estimativa, não chega a 67. Para o coordenador da pesquisa, Juarez de Castro Oliveira, os avanços do país na elevação da expectativa de vida foram insuficientes para reduzir as desigualdades. “A desigualdade regional é persistente no país e, pelos dados existentes até o momento, vai continuar se algo não for feito para acelerar o desenvolvimento de certas regiões”, destacou. Oliveira acrescentou que, por causa das grandes diferenças em relação à média nacional, o IBGE preferiu não divulgar a posição do Brasil no ranking internacional de expectativa de vida.“Não adianta compararmos a média do país com médias de outros países onde a variação e muito menor. Temos uma grande variação que precisa ser solucionada”, justificou. De acordo com ele, enquanto há uma projeção de que a média de vida chegue a 75 anos no país em 2015, essa taxa só seria alcançada no estado de Alagoas 14 anos mais tarde, em 2029. Em relação a 1980, a taxa de mortalidade infantil no país teve redução de 64%. Para Oliveira, a melhora deve-se aos avanços da medicina, o maior acesso da população aos serviços de saúde e aumento da conscientização da população em relação ao condicionamento físico. A desigualdade regional também foi apontada no levantamento em relação à mortalidade infantil, que ficou em 24,9 a cada mil nascidos vivos no país em 2006, abaixo dos 25,8 registrados em 2005. Segundo o levantamento, o estado com menor taxa de mortalidade (13,9) foi o Rio Grande do Sul, seguido por São Paulo (16), enquanto Alagoas (51,9) e Maranhão (40,7) apresentaram os piores indicadores. As posições são as mesmas registradas no ano passado. O Ceará foi a Unidade da Federação com a maior redução na taxa de mortalidade infantil nos últimos 26 anos, passando de 115,5 para 30,8, mas ainda está acima da média nacional. A Tábua de Mortalidade é usada pelo Ministério da Previdência Social para o cálculo das aposentadorias, que leva em conta, além do tempo de contribuição, a expectativa de vida. Os dados também são utilizados para avaliar resultados alcançados por políticas públicas nas áreas de educação, saúde, segurança pública, condições de habitação e redução da pobreza.
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