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3 de Dezembro de 2007 - 07h53 - Última modificação em 3 de Dezembro de 2007 - 07h53


Presidente acredita que país pode melhorar desenvolvimento humano nos próximos anos

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou, no programa de rádio Café com o Presidente, o fato de o Brasil ter entrado no ranking dos países com alto índice de desenvolvimento humano, conforme Relatório sobre Desenvolvimento Humano, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado na semana passada no Palácio do Planalto. Ele acredita que o país pode melhorar sua posição nos próximos relatórios.

"Isso demonstra que nós estamos caminhando corretamente, mas, ao mesmo tempo, é um alerta para a gente saber: melhorou, melhorou, mas precisamos continuar fazendo muito mais, para melhorar muito mais a vida do povo brasileiro", disse Lula em seu programa.

O presidente acredita que o país apresentará melhores resultados nos futuros relatórios, já que o documento divulgado na semana passada baseou-se em dados de 2005. "O que é importante, e me deixa satisfeito, é que esses dados, além de serem bons, são dados de 2005. Portanto, nós ainda vamos ter 2006, 2007, 2008, 2010 e vai permitir que o Brasil possa apresentar melhora a cada ano", afirmou, completando que o aumento do número de pessoas nas escolas, da expectativa de vida e da renda per capita permitiram ao Brasil ingressar no time dos países com alto desenvolvimento humano.

Em uma variação de 0 a 1, o Brasil alcançou 0,800 no relatório, índice considerado o marco para se falar em alto desenvolvimento humano (o índice da Islândia, país que lidera o ranking, é de 0,968). Apesar do avanço, o relatório das Nações Unidas revelou que a qualidade de vida no Brasil está distante de outras nações em desenvolvimento, como Chile, Cuba e Uruguai, e que o Brasil caiu no quadro geral, de 69º para 70º.

Lula defendeu os programas governamentais para a classe pobre, destacando o Bolsa Família, que, segundo ele, "demonstra ser um dos maiores sucessos na política de transferência de renda do mundo". "Na hora em que você cuida dos mais pobres, há uma evolução. Nós estamos convencidos de que cuidar das crianças e mandar as crianças e mandar os nossos adolescentes para a escola é condição fundamental para que o Brasil melhore ainda mais o IDH [Índice do Desenvolvimento Humano] no próximo estudo feito pela ONU [Organização das Nações Unidas]", acrescentou.




 


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