|
|
3 de Dezembro de 2007 - 17h46 -
Última modificação
em 3 de Dezembro de 2007 - 17h54
Múcio pede a Lula que cancele viagens para trabalhar na aprovação da CPMF
Ana Paula Marra
Repórter da Agência Brasil
|
|




|
José Cruz/ABr
|
Brasília - O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, fala à imprensa sobre CPMF. Ele disse ter pedido ao presidente Lula que cancele viagens para se dedicar à aprovação da proposta de prorrogação do imposto
|
Brasília - O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, pediu hoje (3) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que cancele a série de viagens programadas para esta e a próxima semana – a maioria para o exterior – para trabalhar nas articulações em torno da prorrogação por mais quatro anos da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Múcio fez a sugestão durante a reunião da Coordenação Política do governo, no Palácio do Planalto, mas recebeu resposta negativa de Lula. “Tem alguns casos que só o chefe resolve, mas o presidente disse que não será possível cancelar a sua agenda extensa no exterior. Mas, em qualquer lugar que esteja, o presidente pode conversar com as pessoas”, explicou o ministro. Nos dias 9 e 10, Lula vai à Argentina prestigiar a posse da presidente eleita Cristina Kirchner.
A CPMF dominou hoje (3) as discussões da reunião. Segundo Múcio, o governo continua empenhado em trabalhar a favor da aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga o tributo por mais quatro anos, mas não pretende ampliar a articulação política em torno da aprovação da matéria no Senado porque os trabalhos já estão “intensificados”.
“Não vai se intensificar [o trabalho de convencimento dos parlamentares], porque já está intensificado há algum tempo”, disse Múcio. “Mas o governo tem procurado esclarecer algumas dúvidas que estão surgindo.”
A expectativa, tanto da base governista quanto da oposição, é votar a PEC em primeiro turno no Plenário do Senado na quinta-feira (6). Enquanto isso, segundo Múcio, o governo dará continuidade à estratégia de convencer os senadores, principalmente os indecisos, da importância de votar pela renovação da CPMF.
“Ninguém gosta de imposto, mas é uma coisa necessária para o país”, argumentou o ministro. “Qualquer um que esteja no governo e entende a gestão do país sabe que a CPMF é imprescindível para a administração pública.”
Quanto à segurança do governo de levar a PEC da CPMF para o voto em plenário nesta semana, Múcio afirmou que a recomendação de pôr a proposta em votação depende do líder do Governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). “É ele quem conhece a temperatura dos homens”, disse o ministro.
|
|
|
LEIA MAIS SOBRE OS ASSUNTOS
|
|