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4 de Dezembro de 2007 - 19h35 - Última modificação em 4 de Dezembro de 2007 - 19h35


Caminhada contra transposição do São Francisco agora tem mais sentido político, diz coordenador

Paloma Santos e Isadora Grespan
Da Agência Brasil

 
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Brasília - O coordenador do movimento Articulação Popular pela Revitalização do Rio São Francisco, Ruben Siqueira, avalia que a partir de agora a Caminhada em Defesa do Rio São Francisco e do Povo do Nordeste sai do âmbito religioso para adquirir mais sentido político, tendo em vista a maior participação da sociedade civil.

A caminhada está prevista para ocorrer hoje (4), na cidade baiana de Sobradinho. A concentração estava marcada para às 16 horas, em frente à Capela São Francisco, onde frei Luiz Cappio se encontra.

“Várias caravanas de municípios mais próximos estão chegando. Nossa previsão é que cerca de 3 mil pessoas participem”.

No dia 27 de novembro, frei Cappio começou uma nova greve de fome, em protesto contra o projeto do governo federal de transpor as águas do Rio São Francisco.

"Pela primeira vez em oito dia de jejum, frei Cappio vai se deslocar da capela. Ele vai de carroça até a beira do rio, onde o ato será encerrado com uma missa", conta Siqueira.

A condição proposta por frei Cappio para suspender a greve de fome é o arquivamento definitivo do projeto. Para o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, cuja pasta é responsável pela condução das obras, essa hipótese é inaceitável.

"O governo não pode aceitar isso. Até porque nenhuma democracia pode se curvar à vontade de um homem apenas".

O ministro disse lamentar, "como cristão e católico", que frei Cappio "enverede" por esse caminho. "A meu ver, o caminho da falta de bom senso. Só tenho a lamentar e pedir a Deus que devolva o bom senso a dom Cappio".

Geddel reiterou que o governo vai levar adiante a transposição, mas continua aberto para receber "tantos quantos queiram trazer suas idéias para melhorar o projeto".






 


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