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4 de Dezembro de 2007 - 21h56 - Última modificação em 4 de Dezembro de 2007 - 22h06


Absolvido, Renan destaca diferença entre cargo de presidente e mandato parlamentar

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

 
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Valter Campanato/ABr
Brasília - Renan Calheiros (PMDB-AL) renuncia à Presidência do Senado durante sessão para julgar processo do Conselho de Ética que recomenda a cassação do parlamentar Brasília - Renan Calheiros (PMDB-AL) renuncia à Presidência do Senado durante sessão para julgar processo do Conselho de Ética que recomenda a cassação do parlamentar
Brasília - O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) deixou há pouco o plenário do Senado, após ser absolvido em Plenário pela segunda vez. Ao falar aos jornalistas, Renan diferenciou o cargo de presidente da Casa, ao qual renunciou hoje (4), e o mandato parlamentar, sobre o qual ainda pesam três processos de quebra de decoro.

Ele disse não ver problema em deixar a Presidência. “É um cargo atribuído pelo Plenário do Senado”, comentou. Em relação ao mandato, destacou que esse foi concedido pelo povo de Alagoas. “É um mandato sagrado, legítimo, do qual tenho muito orgulho.”

Renan Calheiros afirmou que nunca teve dúvida de sua inocência e que bastava ele ter chance para mostrar isso. “A oportunidade foi dada hoje. O povo brasileiro, sobretudo, fica sabendo de que lado está a verdade.”

Segundo ele, não há como julgar por quebra de decoro um parlamentar que não quebrou o decoro. “De que me acusam mesmo? Fiz essa pergunta mil vezes e ninguém respondeu, porque não tem como responder por isso. O Senado votou dessa maneira e não foi nem preciso que eu votasse.” Durante a sessão, ele comunicou ao presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), que abria mão de votar.

Questionado sobre se sentiu a alma lavada, o senador respondeu que o maior valor que um homem pode ter é a honra. “Quando você perde a honra, perde o sentido da vida. E eu me sinto um pouco com a alma lavada, sobretudo porque o povo brasileiro assistiu à sessão e sabe que não quebrei o decoro, não tenho culpa nenhuma, não cometi crime nenhum.”

Diante de pergunta sobre como será daqui para a frente, respondeu: “Paz e amor”.

O Conselho de Ética analisa outras duas representações contra Renan: a que investiga a participação num esquema de espionagem de inimigos políticos e a que investiga envolvimento em corrupção em ministérios comandados pelo PMDB. As duas aguardam definição de relator.

A outra representação contra ele, que investiga se ele teria apresentado emendas ao Orçamento Geral da União para favorecer empresas “fantasmas”, ainda não foi enviada ao Conselho de Ética. Está na Mesa Diretora da Casa aguardando o andamento dos outros processos.


A matéria foi alterada para acréscimo de informações.
 


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