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4 de Dezembro de 2007 - 15h47 - Última modificação em 4 de Dezembro de 2007 - 15h50


Baixos investimentos em ferrovias prejudicam agronegócio, diz presidente da SNA

Aline Beckstein
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Uma das principais dificuldades enfrentadas pelo agronegócio no país é a rede precária de transportes, com baixos investimentos no setor ferroviário. A afirmação foi feita hoje (4) pelo presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Octavio Mello Alvarenga, ao participar do 9º Congresso da Agrobusiness.

Ele informou que cerca de 62% das terras do país são agricultáveis e 42% do território nacional já estão ocupados por estabelecimentos agropecuários.

Segundo Alvarenga, a produtividade é alta no Brasil, mas boa parte da produção acaba sendo desperdiçada. "Um dos nossos principais problemas está na área de logística, principalmente de transportes. As estradas e os portos não dão vazão suficiente à produção brasileira. Já o problema do crédito em geral é bem solucionado pelo Banco do Brasil", disse Alvarenga.

Até amanhã (5) mais de 30 especialistas na área de agronegócio irão participar do evento, que vai abordar, em seis painéis, os principais gargalos no setor, como a diferença cambial, barreiras no mercado internacional e problemas de logística, além de déficit na infra-estrutura, defesa biológica e inovação no setor de tecnologia.

Segundo a Sociedade Nacional de Agricultura, em outubro deste ano, a balança do agronegócio apontou superávit de US$ 5,1 milhões. Já o volume de operações de financiamento externo passou de US$ 169 bilhões, em 2006, para US$177, entre janeiro e agosto deste ano.

 


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