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Brasília - Hoje é um dia
decisivo para o Senado: ou a imagem da Casa entra em processo de
recuperação ou desmorona de vez. A avaliação
é do senador Jefferson Péres (PDT-AM), relator do
processo que pede a cassação do presidente afastado do
Senado, Renan Calheiros, que será votado na tarde de hoje no
Plenário.
Péres afirmou
que, caso seu parecer seja rejeitado no Plenário, vai
respeitar a decisão, mas “tudo o que não pode
acontecer é que votem por força de acordo: votar em
troca disso ou daquilo”.
O senador se disse
contrário à vinculação do processo
contra Renam ao esforço do governo para aprovar a emenda que
prorroga a Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF) até 2011.
“Vincular uma coisa
com a outra pode ganhar votos de aliados de Renan, mas se pode perder
outros votos dos que são contra”.
Ele disse também
que “não merece respeito algum” uma possível
renúncia de Renan da presidência da Casa, em razão
de acordo para que seu mandato seja salvo.
Ao dizer que espera a
aprovação de seu relatório, ele lembrou que não
são necessárias provas cabais em processo político
de perda de mandato. “Num processo político, indícios
são suficientes”.
Esta é a segunda vez em menos de três meses que Renan Calheiros será
julgado pelo plenário do Senado. Na primeira, em setembro, ele foi
absolvido da acusação de ter usado dinheiro de uma empreiteira para
pagar contas pessoais por 40 votos a 35, além de seis abstenções. Desta
vez, Renan será julgado pela acusação de ter usado "laranjas" para a
compra de veículos de comunicação em Alagoas.
A sessão será
aberta. As galerias a tribuna do plenário serão destinadas à imprensa
credenciada na Casa e aos deputados que, eventualmente, desejarem
acompanhar a sessão
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