O senador Gilvam Borges (PMDB-AP) disse hoje (4) que uma possível renúncia do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) seria precipitada e poderia ter reflexos na votação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), marcada para o dia 14. O senador falou à imprensa pouco antes de Renan renunciar ao cargo.
"A renúncia desencadearia a sucessão [à presidência do Senado]. Candidaturas seriam postas, interesses seriam contrariados, preteridos, o que poderia repercutir na votação [da CPMF]. Acredito que, se evoluir o quadro de tranqüilidade no placar a favor de Renan, uma renúncia agora seria precipitação".
Borges acrescentou que, se Renan perdesse o mandato hoje, haveria "conseqüências" na aprovação da CPMF.
Questionado se a absolvição do peemedebista poderia ser usada como moeda de troca para a aprovação do imposto, Borges afirmou que isso está "implícito".
"Tudo na vida é uma troca. Está implícito. Nós estamos com nossos soldados na guilhotina. Todos esses processos, todas essas denúncias [contra Renan] são de origem política".