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Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, informou que, na 13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), o Brasil vai mostrar o que tem feito e dizer o que está
disposto a fazer para contribuir para a redução de fatores que levam ao aquecimento
global, inclusive no que diz respeito à redução daqueles gerados pelos desmatamentos.
Ele embarca ainda hoje (5) para Bali, na Indonésia, onde, até o dia 14, ocorre o evento internacional. Na avaliação do ministro, as propostas apresentadas pelos 190 países
participantes terão um tempo de maturação.
"Bali é um começo, não é
o fim em si mesmo. Será ponto de partida para um processo
negociador", disse, acrescentando que isso deve incluir o etanol e os biocombustíveis.
O Brasil, acrescentou, não
poderia ficar de fora desse debate. "Não faz sentido conversar sobre os fatores
de redução do efeito estufa sem discutir as altas
tarifas impostas ao etanol ou os subsídios dados à
produção em países ricos, que criam problemas
para eles mesmos, porque encarecem os preços dos
alimentos".
Segundo ele, será uma discussão fundamental, na medida em que vai confrontar
países defensores do meio ambiente que mantém práticas incompatíveis
com a preservação ambiental.
"Não só
através das taxas e subsídios absurdos, mas também
quando tentam, por todos os meios, forçar que países
como o Brasil sejam importadores de lixo ou pré-lixo".
No sábado (8) e no domingo (9), Amorim de um fórum sobre mudanças no modelo de desenvolvimento
econômico, de modo a ajudar os países mais pobres e que
contribuam para reduzir as emissões de carbono. O convite foi feito pela ministra
do Comércio da Indonésia.
A matéria foi alterada para correção de informação.
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