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5 de Dezembro de 2007 - 15h31 - Última modificação em 5 de Dezembro de 2007 - 15h31


Pesquisa aponta queda no consumo de produtos piratas em Recife

Marcia Wonghon
Repórter da Agência Brasil

 
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Recife - A população de Recife reduziu, este ano, em 20%, em comparação a 2006, o consumo de produtos piratas como CDs, DVDs, brinquedos, tênis, roupas e perfumes comercializados de forma irregular, no mercado informal. Os dados que constam de uma pesquisa realizada no mês de outubro pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos foram divulgados hoje (5) durante o seminário Pirataria e Crime Organizado.

O evento, promovido pelo Consulado Norte Americano, em parceria com o Ministério Público de Pernambuco, Ministério Público Federal e Fórum Nacional Contra a Pirataria reúne até sexta-feira (7), em Recife, promotores e procuradores de justiça, magistrados, policiais federais, civis e militares além de representantes da Receita Federal e das secretarias estaduais de Fazenda e Defesa Social .

A representante da Câmara de Comércio dos Estados Unidos no Brasil, Solange Mata Machado, atribuiu a redução no número de aquisições de itens falsificados ao trabalho de repressão que vem sendo realizado pelas corporações policiais em parceria com o governo federal e a iniciativa privada.

“Houve aumento da fiscalização, maior treinamento de pessoal nos portos já que 80% dos produtos do mercado pirata são importados e inibição nas fronteiras para que as mercadorias não cheguem aos consumidores. O resultado do trabalho de mobilização do governo brasileiro resultou na redução”, frisou.

Ela disse que as mobilizações públicas contra a pirataria ajudam a reduzir o desejo de compra dos consumidores e conscientizam sobre os prejuízos econômicos com a sonegação de impostos nesse tipo de comércio.

Alexandre Cruz, presidente do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade, justificou que a atividade de venda de produtos falsificados no Brasil é elevada porque a maior parte da população desconhece os malefícios desse tipo de comércio para o mercado formal. “Cada emprego informal representa a redução de seis empregos formais. O comerciante pirata não investe em pesquisa e inovação, não tem loja, não possui advogado, nem anuncia os produtos nos meios de comunicação. Além disso, os produtos vendidos podem resultar em danos à saúde e não ter garantia com relação a eventuais problemas. Isso precisa ser divulgado”, observou.

Segundo Paulo Rameh, delegado de prevenção e repressão a crimes contra a propriedade imaterial em Pernambuco, a concorrência com produtos mais baratos e sem qualidade impede a expansão das indústrias formais no Brasil e causa prejuízos para toda a sociedade. De acordo com Rameh, os maiores problemas de pirataria no estado são com a venda de bebidas, CDs, DVDs, medicamentos e confecções.

Rameh afirmou que, com a instalação, no segundo semestre deste ano, da delegacia de prevenção e repressão aos crimes de propriedade imaterial foram realizados trabalhos de desmonte de laboratórios de produção de CDs e DVDs e de uma rede de distribuição de remédios para impotência sexual, importados do Paraguai, sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para a cônsul dos Estados Unidos, Diana Page, a idéia do evento é definir ações de cooperação integradas no combate à pirataria internacional, ao contrabando e outras práticas ilícitas que tem impacto para toda a sociedade. "É preciso unir as inteligências contra as máfias que usam diferentes tecnologias para falsificar produtos e também alertar o público sobre os prejuízos que as mercadorias ilegais podem provocar a saúde e a economia”, concluiu.



 


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