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5 de Dezembro de 2007 - 17h45 - Última modificação em 5 de Dezembro de 2007 - 18h58


Diretor da AIEA diz que relatório dos Estados Unidos sobre Irã dá um certo alívio à agência

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA), Mohamed El Baradei, afirmou hoje (5), no Itamaraty, que o reconhecimento do serviço de inteligência dos Estados Unidos de que o programa nuclear do Irã não tem pretensões bélicas "dá um certo alívio" à agência.

De acordo com El Baradei, trata-se de uma manifestação coerente com a posição que a agência vinha apontando, e "abre uma janela de oportunidades" para o Irã no campo diplomático”.

Indagado se o Irã seria capaz de desenvolver armas nucleares a partir de 2015, o diretor-geral da AIEA ressaltou que "isso não deve ser motivo de alarde". Ele entende que "até lá é possível desenvolver negociação para que o Irã seja mais transparente" e se comprometa a usar o programa nuclear para fins pacíficos.

A transparência, segundo ele, é uma necessidade natural no caso do Irã, porque "o país precisa limpar sua imagem".

El Baradei reconheceu, no entanto, que o relatório do serviço de inteligência americano pode aflorar um sentimento de revanche e vingança por parte das autoridades iranianas, por conta das acusações de que o país foi alvo nos últimos anos.

O diretor se reuniu na manhã de hoje (5) com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.



 


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