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Brasília - O diretor-geral da
Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA), Mohamed El
Baradei, afirmou hoje (5), no Itamaraty, que o reconhecimento do
serviço de inteligência dos Estados Unidos de que o
programa nuclear do Irã não tem pretensões
bélicas "dá um certo alívio" à
agência.
De acordo com El
Baradei, trata-se de uma manifestação coerente com a
posição que a agência vinha apontando, e "abre
uma janela de oportunidades" para o Irã no campo
diplomático”.
Indagado se o Irã seria capaz de
desenvolver armas nucleares a partir de 2015, o diretor-geral da AIEA
ressaltou que "isso não deve ser motivo de alarde".
Ele entende que "até lá é
possível desenvolver negociação para que o
Irã seja mais transparente" e se comprometa a usar o
programa nuclear para fins pacíficos.
A transparência,
segundo ele, é uma necessidade natural no caso do Irã,
porque "o país precisa limpar sua imagem".
El Baradei reconheceu,
no entanto, que o relatório do serviço de inteligência
americano pode aflorar um sentimento de revanche e vingança
por parte das autoridades iranianas, por conta das acusações
de que o país foi alvo nos últimos anos.
O diretor se
reuniu na manhã de hoje (5) com o ministro das Relações
Exteriores, Celso Amorim.
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