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Brasília - O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, que é filiado ao PSDB, defendeu hoje (5), durante o lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Saúde, a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O PSDB é contra a continuidade do imposto do cheque.
Para o governador, a mudança de discurso do partido pode afetar os planos do PSDB de concorrer à Presidência da República em 2010. "Negar a trajetória, mudar o discurso é um erro grave. Pode custar muito caro para quem pensa em 2010", disse Cunha Lima, no Palácio do Planalto, após participar da cerimônia de lançamento do PAC da Saúde. O PSDB foi um dos criadores da CPMF na década de 90.
"Se o Alckmin [Geraldo Alckmin, candidato do PSDB a presidente em 2006, que foi derrotado por Lula] fosse presidente, essa discussão não estaria acontecendo", destacou.
Segundo Cunha Lima, os senadores paraibanos enfrentam o dilema de seguir a orientação do partido ou o desejo do estado de continuar recebendo recursos do imposto. "A Paraíba deseja a CPMF", destacou o governador.
Outra governadora tucana, Yeda Crusius (RS), disse que conversará hoje (5) com senadores de seu estado sobre a contribuição.
Cunha Lima enfatizou a importância do imposto para que o PAC da Saúde saia do papel. "A Saúde está muito ruim com a CPMF. Pior vai ficar sem a CPMF. Não vou fazer a política do quanto pior melhor", observou.
A proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga a cobrança da CPMF até 2011 está em tramitação no Senado.
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