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5 de Dezembro de 2007 - 16h59 - Última modificação em 5 de Dezembro de 2007 - 18h29


Empresa norte-americana quer lançar teste para HIV no Brasil em 2008

Renata Pompeu
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal JR/ABr
Brasília - Jovem demonstra como é feito o teste rápido anti-HIV em fluido oral Brasília - Jovem demonstra como é feito o teste rápido anti-HIV em fluido oral
Brasília - A precisão é de 99%. O resultado sai em 20 minutos. E o sangue é componente dispensável para detectar a presença do vírus da aids.

As promessas são do fabricante do OraQuick, um novo exame para a detecção do HIV 1 e 2 a partir de fluidos orais.

O teste ainda não foi liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas a OralSure Technologies, empresa que fabrica o exame, espera poder vender o produto no mercado brasileiro já em 2008.

O método é aplicado nos Estados Unidos desde 2004 e foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana que regulamenta o setor de remédios e alimentos.

Segundo a médica brasileira Ely Côrtes, o OraQuick é tão seguro quanto os métodos tradicionais, que utilizam amostras de sangue. “Esse teste tem altíssima sensibilidade e a mesma confiabilidade do teste convencional, que se faz com o sangue”.

O teste deve ser feito sempre sob a supervisão de um técnico. A pessoa recebe uma palheta e colhe a amostra de fluido da gengiva.

O material é imerso em um frasco com um reagente, que vai determinar ou não a presença de anticorpos produzidos pelo organismo para combater o vírus.

Se liberado pela Anvisa, o OraQuick não deve ser vendido em farmácias. A empresa já negocia com o governo brasileiro o fornecimento para a rede pública de saúde.

O Ministério da Saúde lembra que, enquanto a Anvisa não der o aval para a comercialização no Brasil, os entendimentos sobre o produto não podem ser conclusivos.

“As características desse teste são bem interessantes na medida em que a aceitabilidade das pessoas em colher um fluido oral é muito maior do que para colher uma amostra de sangue", afirmou o assessor técnico do Ministério da Saúde, Eduardo Campos de Oliveira.

"Então, há uma perspectiva de que a aceitabilidade ao teste no Brasil seja grande, como é em outros locais, mas ainda precisamos do registro da Anvisa como base legal para começar qualquer tipo de discussão da aplicabilidade do teste no país”.


 


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