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Rio de Janeiro - O consumo de energia
continuará subindo no Brasil e as fontes nucleares têm
que ser usadas para garantir o suprimento do país, em
consórcio com outras matrizes como gás e hidrelétricas,
disse hoje (6) o diretor da Agência Internacional de Energia
Atômica (Aiea), Mohamed El Baradei, durante visita às
instalações das Indústrias Nucleares Brasileiras
(INB), em Resende (RJ).
"O consumo per capita de
energia elétrica no Brasil é de 2,6 mil quilowatts/hora
ao ano, o que é um terço do consumo em países
desenvolvidos. Por isso, o Brasil continuará necessitando
desenvolver fontes de energia e tem que usar todas as formas
possíveis: gás, hidrelétrica e nuclear",
disse.
El Baradei afirmou que não tem qualquer preocupação
com o plano estratégico do governo brasileiro de construir
oito pequenas usinas nucleares até 2030, além da
conclusão de Angra 3.
"Nós vemos grande
interesse na expansão da energia nuclear, influenciada pelas
mudanças climáticas e pela competição por
gás e petróleo. Temos que entender que a energia
nuclear garante independência".
O diretor da Aiea disse
que 30 países já fazem uso da energia nuclear e que
outros grandes países em desenvolvimento, como Indonésia
e Turquia, também decidiram investir em energia nuclear como
parte das várias opções de energia.
Perguntado
se havia preocupação sobre a finalidade do programa
nuclear brasileiro, desenvolvido na INB, disse que "o importante
é ter certeza de que a energia nuclear é usada com
altos níveis de segurança e exclusivamente com fins
pacíficos. Nossos inspetores estão aqui o tempo todo,
trabalhando próximos às autoridades brasileiras".
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