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Brasília - No próximo ano, os países do
Mercosul devem implantar o Banco de Preços
de Medicamentos, que conterá os valores pagos em cada país
do bloco na compra de remédios. A medida vai facilitar
as negociações com os fornecedores por preços mais baixos, além de contribuir para ampliar o acesso da população
aos medicamentos.
O Brasil dispõe de um
sistema semelhante, mas que só fornece informações
de compras feitas por municípios e estados.
Segundo a coordenadora do Banco de Preços do Mercosul, do
Ministério da Saúde, Mônica Samrsla, a comparação
dos preços pagos em cada país vai facilitar o comércio
de medicamentos na região.
“Essa quantidade de
preços e de fornecedores possibilita melhores negociações.
O sistema consegue fazer um gerenciamento melhor e possibilita mais
acesso da população aos medicamentos.”
A coordenadora disse
que os países do Mercosul têm um política parecida com
a do Brasil. Segundo ela, a maioria tem programas que fazem as
compras e depois distribuem para a sociedade.
O Banco de Preços
ficou sete anos sendo elaborado por causa das particularidades de
cada país. Apesar disso o sistema ainda não tem dados
de todos os remédios. Mônica espera que a lista de
medicamentos, que ainda é pequena, seja ampliada.
“A grande dificuldade
foi fazer uma lista padrão para atender as necessidades do
Mercosul. Nosso proposta é que um país compre do outro
de forma mais tranqüila e com preços mais baixos. Queremos
ampliar a lista de remédios, inclusive com medicamentos para
aids.”
A partir de março
de 2008, os responsáveis pela inclusão de dados no sistema começam a ser treinados. A expectativa é de que no primeiro semestre os
relatórios de comparação já estejam
disponíveis.
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