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6 de Dezembro de 2007 - 13h25 - Última modificação em 6 de Dezembro de 2007 - 13h25


Técnica acredita que banco de preços do Mercosul vai ampliar acesso a medicamentos

Felipe Linhares
Da Agência Brasil

 
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Brasília - No próximo ano, os países do Mercosul devem implantar o Banco de Preços de Medicamentos, que conterá os valores pagos em cada país do bloco na compra de remédios. A medida vai facilitar as negociações com os fornecedores por preços mais baixos, além de contribuir para ampliar o acesso da população aos medicamentos.

O Brasil dispõe de um sistema semelhante, mas que só fornece informações de compras feitas por municípios e estados. Segundo a coordenadora do Banco de Preços do Mercosul, do Ministério da Saúde, Mônica Samrsla, a comparação dos preços pagos em cada país vai facilitar o comércio de medicamentos na região.

“Essa quantidade de preços e de fornecedores possibilita melhores negociações. O sistema consegue fazer um gerenciamento melhor e possibilita mais acesso da população aos medicamentos.”

A coordenadora disse que os países do Mercosul têm um política parecida com a do Brasil. Segundo ela, a maioria tem programas que fazem as compras e depois distribuem para a sociedade.

O Banco de Preços ficou sete anos sendo elaborado por causa das particularidades de cada país. Apesar disso o sistema ainda não tem dados de todos os remédios. Mônica espera que a lista de medicamentos, que ainda é pequena, seja ampliada.

“A grande dificuldade foi fazer uma lista padrão para atender as necessidades do Mercosul. Nosso proposta é que um país compre do outro de forma mais tranqüila e com preços mais baixos. Queremos ampliar a lista de remédios, inclusive com medicamentos para aids.”

A partir de março de 2008, os responsáveis pela inclusão de dados no sistema começam a ser treinados. A expectativa é de que no primeiro semestre os relatórios de comparação já estejam disponíveis.



 


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