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6 de Dezembro de 2007 - 14h18 - Última modificação em 6 de Dezembro de 2007 - 14h29


Pastoral alerta para exploração sexual e falta de vagas nas escolas de Abaetetuba

Irene Lôbo
Enviada especial

 
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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Abaetetuba (PA) - No cais, moradores da cidade onde uma adolescente ficou presa durante um mês em cela masculina
Abaetetuba (PA) - No cais, moradores da cidade onde uma adolescente ficou presa durante um mês em cela masculina
Abaetetuba (Pará) - A violência cometida contra a adolescente presa em uma cela masculina em Abaetetuba (PA) traz à tona uma série de violações a direitos da infância e adolescência na região. É o que alerta o representante da Pastoral do Menor da Diocese da cidade, André Franzini.

Segundo ele, há 12 anos, a Pastoral foi criada para tentar combater a exploração sexual de crianças e adolescentes. No terreno da entidade, são oferecidas oficinas, esportivas, culturais e de informática.

A ação, no entanto, não é suficiente para enfrentar o abandono em que vivem parte das meninas e meninos da região. No cais de Abaetetuba, crianças e adolescentes são vítimas de exploração sexual. Os programas, realizados muitas vezes a luz do dia, embaixo da estrutura do cais, custam a partir de R$ 5.

"Nós temos uma deficiência em termos educacionais aqui enorme. O índice de evasão escolar chega a 50%. Este ano, faltaram mais de 2 mil vagas para estudantes de 4ª e 5ª séries. Os adolescentes ficam fora da escola e acabam nas esquinas”, lamenta o representante da Pastoral do Menor.

“Essa ociosidade está ligada à falta de opção. O tráfico de drogas e a exploração sexual acabam ocupando espaço do Estado. A cidade cresceu nos últimos anos, mas não houve acompanhamento de políticas públicas. Mais da metade dos bairros não tem água encanada, posto de saúde, iluminação.”

Para André Franzini, a solução passa por investimento em políticas públicas, geração de emprego e renda, além de incentivo à atuação dos conselhos sociais. “Precisamos levantar a auto-estima do cidadão. Impedir que essa banalização da violência contra crianças e adolescentes continue. Permitir que as pessoas tenham outras maneiras de viver.”


 


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