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7 de Dezembro de 2007 - 16h59 - Última modificação em 7 de Dezembro de 2007 - 17h01


Tombamento de Brasília é lembrado em meio a promessas de melhoria para a cidade

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A capital federal foi tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade há 20 anos. Em 7 de dezembro de 1987 a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconheceu e validou a decisão de tornar Brasília patrimônio histórico, hipótese que, à época, o então governador do Distrito Federal José Aparecido de Oliveira e os próprios habitantes da cidade apenas cogitavam. Foi a primeira vez, em toda a história da humanidade, que o órgão aprovou o tombamento de uma cidade no mesmo século em que foi criada.

Para o secretário de Cultura do Distrito Federal, Silvestre Gorgulho, o tombamento ajudou a preservar a memória de Brasília. “Nos ensina que se você não cuidar da sua memória, dos seus bens, ninguém vai cuidar. Não é uma tarefa apenas de governo. É uma tarefa da sociedade.”

Vincent Defourny, representante da Unesco no Brasil, acredita que o reconhecimento internacional é importante, em especial, para quem mora em Brasília. “O tombamento é realmente uma forma de dizer que você está vivendo em um lugar excepcional. E que tem que cuidar, para transformá-lo em uma cidade de qualidade e para o desenvolvimento sustentável”.

Para Patrícia Herzog, moradora de Brasília, a comemoração é necessária porque poucas pessoas sabem do tombamento. Ela garante que é preciso lembrar e reforçar a idéia da capital federal como Patrimônio Cultural da Humanidade, inclusive para o conhecimento e a preservação dos monumentos por parte da própria população que reside na capital.

“Me sinto altamente privilegiada. Não só por morar nessa cidade que é Patrimônio Cultural da Humanidade, mas por fazer parte dessa história.”

Durante a solenidade que relembrou os 20 anos de tombamento da cidade, o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio, afirmou que a cidade custou caro para o país. Segundo ele, foram três anos de luta e sacrifício, além das milhares de pessoas que vieram de todos os estados brasileiros para ajudar na construção.

Paulo Octávio admitiu, entretanto, que, 20 anos após o tombamento, a cidade apresenta dificuldades. Ele garante que problemas como a grande quantidade de camelôs no centro da capital federal, a infra-estrutura deficiente da Rodoviária de Brasília, além das constantes invasões de terra, já estão sendo reparados.

O governador do DF, José Roberto Arruda, destacou ainda o título de Capital Cultural da América, concedido à Brasília hoje (7) durante a cerimônia de comemoração.

Arruda também admitiu falhas governamentais durante os 20 anos de tombamento, mas acredita ser esse o momento para que a cidade volte à legalidade. Para ele, é preciso “cumprir as leis, rigidamente, para que Brasília continue preservada no seu projeto original e na sua qualidade de vida”.

Para o governador, lembrar os 20 anos do tombamento é assumir novas responsabilidades com o futuro da capital. “Fazer com que a cidade seja preservada, não permitir o uso indisciplinado o solo, cuidar de Brasília como a gente cuida dos filhos da gente”.

A cerimônia de comemoração dos 20 anos do tombamento de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade foi promovida pela Unesco, em parceria com o Governo do Distrito Federal (GDF) no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em Brasília.



 


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