A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores (Anfavea) prevê um aumento na produção no ano que vem de 8,9%, o
equivalente a 3,240 milhões de unidades, número já próximo da capacidade instalada. É o que aponta um levantamento da associação. A indústria automotiva espera ainda alcançar uma produção anual de 5
milhões de veículos em 2013.
Segundo o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, “não há risco de gargalos e o país
está preparado para atender a demanda interna”.
Schneider lembrou que no período de 1995 a 2004 a cadeia
automotiva brasileira investiu US$ 35 bilhões, o que permitiu que
o país saísse da marca de 2 milhões de unidades para 3,5 milhões.
Com base nos
anúncios publicados pelas empresas, a Anfavea estima que serão investidos algo
em torno de R$ 10 bilhões nos próximos três anos. “Acredito que esse valor
pode ainda ser multiplicado por um fator robusto”, diz o presidente da associação.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o setor automotivo é prioridade da segunda fase da polícia
industrial que deve ser sancionada, em breve, pelo presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os investimentos anunciados pelas empresas, a General Motors comunicou, em julho último, a aplicação de US$ 500 milhões para o Brasil e a Argentina. Um total de US$ 100 milhões vai para a construção de um novo prédio do centro tecnológico da empresa, em São Caetano do Sul, no ABC paulista. O restante será dividido meio a meio entre as unidades, no Brasil e na Argentina, visando o desenvolvimento de uma nova família de automóveis.
Segundo a assessoria de imprensa da montadora, neste ano de 2007, a GM já registra efeitos dos US$ 240 milhões injetados em sua fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul, nos últimos dois anos. A média de produção passou de 120 mil unidades para 180 mil, 2007.