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Brasília - O governo anunciou ontem (6) que a taxa de desmatamento na região
Amazônica caiu 20% de 2006 para 2007, comparados com o período
de 2005 a 2006, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (Inpe) coletados de julho de 2006 até julho de 2007.
O coordenador de
políticas públicas do Greenpeace, Sérgio Leitão,
disse, no entanto, que o governo não tem muito o que
comemorar. De acordo com o ambientalista, o período de redução
do desmatamento coincidiu com o período de crise sofrido pela
produção agrícola no ano passado.
"A impressão
que nós temos é que estes números não
condizem com a realidade do segundo semestre de 2007 e nem com a
realidade do próximo ano, porque o 'leão' do
agronegócio voltou a acordar e os preços agrícolas
respondem significativamente ao desmatamento”, alertou. Já o diretor do
Departamento de Articulação de Ações da
Amazônia, do Ministério do Meio Ambiente, André
Lima, disse que o resultado se deve às ações de
preservação do governo que começaram em 2005.
"Foram criadas
mais de 20 milhões de hectares de unidades de conservação
em regiões de fronteira agrícola, e isso sem dúvida
nenhuma gera um efeito imediato", afirmou.
Mesmo com o bom
resultado, Lima acredita que será difícil continuar com
as reduções de desmatamento sem inovações
nas fiscalizações.
"Abaixar a taxa
para menos que essa taxa verificada em 2007, de 11.224 quilômetros
quadrados, será muito difícil. Estamos trabalhando um
conjunto de medidas inovadoras que fortalecerão o combate ao
desmatamento em áreas prioritárias", disse.
A matéria foi alterada para esclarecimento de informação.
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