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Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
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Belém (PA) - Deputados integrantes da CPI do Sistema Carcerário chegam ao Tribunal de Justiça do estado para tomar o depoimento da juíza envolvida no escândalo da menina presa com 20 homens numa cela
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Belém (Pará) - O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário da Câmara dos Deputados, Neucimar Fraga (PR-ES), disse hoje (7) que o depoimento da juíza Clarice Maria de Andrade, titular da 3ª Vara Criminal do Pará, não convenceu os parlamentares.
“Há documentos adulterados, informações muito contraditórias, e o
depoimento prestado não nos convenceu. Percebemos que a emenda ficou
pior do que o soneto”, disse Neucimar Fraga, referindo-se à investigação sobre o caso da menina de 15 anos que ficou presa numa cela masculina e foi violentada na cidade de Abaetetuba, no Pará.
Para Fraga, o depoimento não condiz com a verdade dos fatos e é possível que exista uma tentativa, dentro do processo, de maquiar as informações.
“Constatamos que há muita inveracidade nas informações prestadas, que as informações não condizem com a verdade dos fatos e podemos afirmar que esse caso está muito mais complicado e mais sério do que nós imaginávamos”, disse o deputado, após tomar o depoimento da juíza durante cerca de duas horas, no Tribunal de Justiça do Pará.
Segundo o relator da CPI, deputado Domingos Dutra (PT-MA), a juíza se negou a participar de uma acareação com as demais autoridades envolvidas no caso ouvidas pela comissão, que disseram que ela foi comunicada pessoalmente da existência de uma adolescente presa com 20 homens.
“Ela se nega, simplesmente diz que não há necessidade e que está tudo em apuração”, disse o relator.
A CPI vai encaminhar as informações colhidas no depoimento da juíza ao Ministério Público, a quem cabe oferecer denúncia junto à Justiça.
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