A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, criticou hoje (8) as instituições que não foram capazes de proteger a menor de 16 anos presa com 20 homens em Abaetetuba, no interior do Pará. Ela lamentou o ocorrido e disse esperar que fatos parecidos não se repitam mais no país.
"Neste caso várias instituições não funcionaram. É realmente um caso teratológico [anormal, monstruoso]. Um caso extremo, que esperamos nunca mais venha a se repetir", afirmou a ministra na abertura da solenidade do Dia da Justiça, em Brasília.
Ellen Gracie ressaltou que medidas vão ser adotadas pelo Judiciário do Pará, como a implantação de um banco de dados sobre a população carcerária no estado para que os juízes possam saber on-line qual a situação das pessoas que se encontram presas.
"Isso poderá evitar outras fatos semelhantes no futuro", afirmou a ministra.
A ministra não quis comentar se houve omissão da Justiça no caso da menor, mas informou que a Corregedoria da Justiça está apurando os fatos, e que foi determinada a abertura de processo administrativo para apurar responsabilidades.