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Bali (Indonésia) - O ministro das Relações
Exteriores, Celso Amorim, criticou hoje (8) a lista de produtos ambientais que
teriam tarifas comerciais eliminadas, proposta pelos Estados Unidos e
pela União Européia. O etanol não está
entre os 43 produtos.
"É uma
aberração não incluir o etanol. Não tem
uma explicação racional. É praticamente consenso
que o etanol, e os biocombustíveis em geral, melhoram muito a
situação em relação às emissões
de CO2", afirmou.
Uma das respostas para
o "injustificável", segundo o ministro, é o
fato de a lista não incluir produtos agrícolas, apenas
industriais.
"[A rodada ]
Doha não diferencia industrial de agrícola, só
fala em produtos ambientais. Isso só pode ser alegado por
razões protecionistas".
Atualmente, nos Estados
Unidos o etanol é taxado em 2,5%, mas está sujeito a
barreiras tarifárias de US$ 0,50 por barril, o que de acordo
com Amorim, "inviabiliza" a competividade e a entrada do
produto no país.
A lista, que segundo o
ministro, já passou por uma reformulação para
retirar itens, que ele classificou como "absurdos" - como
barcos a vela e cadeados - inclui painéis solares e
equipamentos para geração de energia eólica, mas
deixa de fora insumos para construção de usinas de
etanol.
"Colocaram na
lista produtos que interessem atendam a interesses deles",
disse.
A proposta será
negociada no âmbito da Organização Mundial do
Comércio (OMC), e segundo o ministro, será "uma
batalha" tentar incluir o etanol na lista.
Questionado sobre um
possível veto ao documento caso o etanol não entre no
rol de produtos não tarifados, Amorim afirmou que prefere ser
cauteloso. "Sabe aquele ditado que diz que cão que ladra
não morde? Deixa eu morder na hora certa, se for o caso",
disse.
O chanceler brasileiro
participou hoje (8) do primeiro dia de reunião do Diálogo
Informal dos Ministros de Comércio sobre Questões de
Mudanças Climáticas, evento simultâneo à
13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), em
Bali, na Indonésia.
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