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9 de Dezembro de 2007 - 15h34 - Última modificação em 17 de Dezembro de 2007 - 15h02


Nova Constituição não vai integrar a Bolívia, diz senador da oposição

Agências Telam, Boliviana de Informação e Brasil


 
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Brasília - O senador Luis Vásquez Villamor, do Poder Democrático Social (Podemos), principal partido de oposição ao governo do presidente Evo Morales, afirmou que a nova Constituição da Bolívia, aprovada hoje (9), não vai integrar o país.

"Essa Constituição já perdeu seu sentido histórico, sua legitimidade. É uma Constituição sem concertação, é simplemente um papel escrito que não terá a possibilidade de integrar o país", disse o senador do Podemos, partido que boicotou a reunião de hoje da Assembléia Constituinte, assim como o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR).

Vásquez, em entrevista à Rádio Panamericana, classificou como "equívoco" a sessão plenária que aprovou a reforma constitucional, porque "não incluiu os constituintes do Podemos".

Já o constituinte Carlos Romero, do Movimento ao Socialismo (MAS) – partido do presidente Evo Morales que tem maioria na Assembléia –, afirmou que os integrantes de Podemos tiveram a oportunidade de "participar livremente", mas não o fizeram.

Ontem (8), uma dúzia de constituintes do Podemos compareceram ao local da reunião plenária, na cidade de Oruro, mas optaram por não se inscrever e foram embora. A reunião que aprovou a reforma constitucional teve início ontem à noite.

Vásquez argumentou que eles mal conheciam o anteprojeto aprovado há duas semanas, em linhas gerais, em Sucre, que hoje foi submetido a uma votação artigo por artigo. Ele afirmou também, antes da votação, que os constituintes presentes iriam votar sem sequer conhecer o conteúdo do novo texto.

O texto, no entanto, foi distribuído gratuitamente em todo o país e difundido em diversos meios de comunicação, segundo a Agência Boliviana de Informação, a agência estatal.

O prefeito (governador) de Santa Cruz de la Sierra, Rubén Costas, anunciou que não reconhecerá a nova Constituição "manchada com sangue", atitude que poderia ser seguida por outros cinco dos nove departamentos (estados) da Bolívia, segundo informaram diversos veículos de comunicação bolivianos.

 


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