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Brasília - O senador Luis Vásquez Villamor, do Poder Democrático Social
(Podemos), principal partido de oposição ao governo do presidente Evo Morales, afirmou
que a nova Constituição da Bolívia, aprovada hoje (9), não vai integrar o país.
"Essa Constituição já perdeu seu sentido histórico, sua legitimidade. É
uma Constituição sem concertação, é simplemente um papel escrito que não terá a
possibilidade de integrar o país", disse o senador do Podemos, partido que
boicotou a reunião de hoje da Assembléia Constituinte, assim como o Movimento
Nacionalista Revolucionário (MNR).
Vásquez, em entrevista à Rádio Panamericana, classificou como "equívoco"
a sessão plenária que aprovou a reforma constitucional, porque "não incluiu
os constituintes do Podemos".
Já o constituinte Carlos Romero, do Movimento ao Socialismo (MAS) – partido do
presidente Evo Morales que tem maioria na Assembléia –, afirmou que os
integrantes de Podemos tiveram a oportunidade de "participar livremente", mas não
o fizeram.
Ontem (8), uma dúzia de constituintes do Podemos compareceram ao local da reunião
plenária, na cidade de Oruro, mas optaram por não se inscrever e foram embora. A
reunião que aprovou a reforma constitucional teve início ontem à noite.
Vásquez argumentou que eles mal conheciam o anteprojeto aprovado
há duas semanas, em linhas gerais, em Sucre, que hoje foi submetido a uma votação
artigo por artigo. Ele afirmou também, antes da votação, que os constituintes
presentes iriam votar sem sequer conhecer o conteúdo do novo texto.
O texto, no entanto, foi distribuído gratuitamente em todo o país e difundido em
diversos meios de comunicação, segundo a Agência Boliviana de Informação, a agência
estatal.
O prefeito (governador) de Santa Cruz de la Sierra, Rubén Costas,
anunciou que não reconhecerá a nova Constituição "manchada com sangue",
atitude que poderia ser seguida por outros cinco dos nove departamentos (estados)
da Bolívia, segundo informaram diversos veículos de comunicação bolivianos.
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