Antônio Cruz/Abr
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Buenos Aires (Argentina) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, fala sobre a criação do Banco do Sul, destinado a financiar projetos de desenvolvimento da região
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Buenos Aires (Argentina) - Ao chegar a Buenos
Aires para participar logo mais da cerimônia de fundação
do Banco do Sul, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que as
maiores economias da América do Sul que vão integrar o
banco - Brasil, Argentina e Venezuela - irão comandar a
instituição financeira.
Ao ser perguntado se a
sede da instituição em Caracas, na Venezuela, era
porque o presidente Hugo Chávez foi um dos que lançou
a idéia de criar o banco, Mantega disse que os países
terão o mesmo peso dentro do banco.
“Não existe
possibilidade de alguém controlar o banco, porque os países
maiores terão limites de capital. O limite da Venezuela será
igual ao do Brasil e ao da Argentina. Teremos, no mínimo, o
mesmo peso dentro do banco”.
O ministro disse que
apesar da proposta de criação do Banco do Sul, que vai
financiar projetos de desenvolvimento na região, ter sido
lançada pelos presidentes Chávez e Nestor Kirchner, da
Argentina, que a instituição “é mais um
capítulo da integração da América do Sul
no que diz respeito ao aspecto financeiro”.
“Não diria que
foi uma idéia do presidente Chávez, porque estamos hoje
estreitando laços dentro do Mercosul e da Unasul [União
das Comunidades Sul-americanas].
Digamos que ele (Chávez) foi um entusiasta da criação
do banco”.
Além da sede em
Caracas, o Banco do Sul terá uma subsede em Buenos Aires. Uma
outra subsede prevista para La Paz, na Bolívia, ainda não
está definida.