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12 de Dezembro de 2007 - 16h07 - Última modificação em 12 de Dezembro de 2007 - 16h07


Marina Silva pede engajamento de todos os países para conter aquecimento global

Luana Lourenço
Enviada especial

 
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Bali (Indonésia) - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que representará o Brasil nos próximos dois dias de negociações da 13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), disse hoje (12) que todos os países devem contribuir para enfrentar o aquecimento global. Segundo ela, os países desenvolvidos devem continuar liderando o processo, com metas adicionais de redução de emissões.

Marina ressaltou que o Brasil tem posição proativa nesse contexto, principalmente por meio das políticas de preservação das florestas. Ela destacou os esforços na redução de desmatamento da Amazônia, que nos últimos três anos apresentou queda de cerca 60%. De acordo com a ministra, no entanto, é preciso construir novos padrões de desenvolvimento para a Amazônia para continuar reduzindo o desmatamento.

A ministra, no entanto, afirmou que a imposição de metas de redução de desmatamento, defendida por algumas organizações não-governamentais (ONGs), não necessariamente implicaria melhores resultados.

"Se há cinco anos alguém chegasse e perguntasse para o Ministério do Meio Ambiente quantas toneladas de carbono gostaríamos de reduzir, com certeza não diríamos que era 500 milhões, se questionassem em quanto queríamos diminuir o desmatamento, com certeza teríamos dificuldade de dizer que seria 59%. O importante é que o Brasil está fazendo um plano, definindo uma política de mudanças climáticas", apontou Marina.

Em relação ao rumo das negociações internacionais em Bali, a ministra disse que é preciso equilibrar as responsabilidades entre os países que já alcançaram a estabilidade econômica e as nações que ainda estão a caminho desse objetivo. Até sexta-feira (14), os países participantes devem apresentar um roteiro para a preparação do regime global de mudanças climáticas que substituirá o Protocolo de Quioto.

"Há um cálculo que precisa ser feito: como os paises desenvolvidos vão dar suporte em termos de transferência de tecnologia, de capacitação, para que os países em desenvolvimento contribuam sem que isso comprometa a necessidade de combater pobreza, de viabilizar condições básicas das populações", avaliou a ministra.



 


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