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Brasília - A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, por ano, mais de
2,5 milhões de pessoas são aliciadas em todo mundo por quadrilhas que
traficam seres humanos. No Brasil, essas quadrilhas atuam,
principalmente, na área de exploração sexual e buscam aliciar mulheres
de 18 a 25 anos, solteiras e com baixo poder
aquisitivo.
Para combater esse crime, o Ministério da Justiça pretende instalar
bases para integrar as atividades das organizações da sociedade civil e
das polícias federais, rodoviárias e estaduais. De acordo com a assessoria do ministério, essas unidades de mobilização
serão criadas em pontos estratégicos, como aeroportos e rodoviárias, a
partir do primeiro semestre do ano que vem.
Nos próximos quatro anos, estão previstos R$ 1,4 milhão para a criação
das unidades nas 11 regiões metropolitanas que já aderiram ao Programa
Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci).
“Temos
implantado uma política, com ações pontuais dedicadas à
Polícia Federal, e nos próximos dias o presidente da
República deve
editar o Plano Nacional de Combate ao Tráfico de Pessoas”, disse hoje
(12) o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, durante a
Oficina sobre Tráfico de Pessoas, que reúne superintendentes
regionais da Polícia Federal em Brasília.
Para Tuma Júnior, é necessário ampliar as divulgações
sobre o tráfico de pessoas para evitar que mais vítimas caiam
no golpe. "Estamos
trabalhando para identificar esses pontos [onde as quadrilhas atuam], quais as suas realidades e
fazer uma ação mais enérgica na repressão
e programar uma ação de prevenção nesses
locais.”
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