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Brasília - Ao participar, em
Caracas, do encerramento do Encontro Empresarial Brasil-Venezuela, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a
importância de os países maiores e mais ricos da América
do Sul estarem dispostos a fazer concessões e a “estenderem
às mãos” aos países mais pobres da região.
Segundo destacou o presidente, somente desta maneira as nações
do continente irão, de fato, se integrarem e se desenvolverem.
“Não adianta
um só país crescer, se em torno de si os outros países
não conseguirem crescer. É preciso que a gente cresça
todos juntos. Assim, iremos perceber que temos muito mais
similaridades nas oportunidades do que em tempo de miséria, em
tempo de asfixia econômica, como já vivemos”, disse
Lula.
O presidente também
defendeu a importância do Brasil e a Venezuela quantificarem os
seus potenciais energéticos na área de petróleo
e gás, e a construção de linhas de transmissão
que tenham como principal objetivo transportar energia para os países
mais necessitados.
“Há também
a energia nuclear, a energia eólica, a biomassa. Ou seja, há
muita coisa para que nossos especialistas se aprofundem, estudem e
que nós tenhamos uma prateleira de projetos de [energias]
alternativas”.
Acompanhado de
ministros e empresários brasileiros, o presidente está
na Venezuela para ampliar as relações entre os dois
países. Os principais temas da visita, segundo informou o
Ministério das Relações Exteriores, serão
a cooperação em especial nas áreas agrícola
e de energia e o processo de integração regional.
Na área
agrícola, a visita do presidente marcou uma nova etapa da
cooperação bilateral, com o anúncio do
estabelecimento de um escritório da Embrapa na Venezuela, a
partir de 2008. Na área de energia, ainda segundo o Itamaraty,
o encontro presidencial focou o avanço das negociações
técnicas entre a Petrobras e a PDVSA, estatal do petróleo
venezuelana, para a implementação de diversos projetos.
O presidente Lula e o
presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acertaram, recentemente,
realizar pelo menos quatro reuniões bilaterais por ano –
duas no Brasil e duas na Venezuela. Essa foi a primeira, depois do
acordo firmado entre os dois países.
Lula também
anunciou que as duas nações terão comissários
para trabalhar na consolidação dos acordos firmados
entre os dois países.
“Se não a
integração da América do Sul vai ficando
debilitada, porque as pessoas querem saber qual é o resultado
concreto que tantas reuniões produzem. É preciso
materializar isso”.
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