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Brasília - O ministro do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel
Jorge, afirmou que o fim da Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF) não vai
acabar com a proposta de política industrial que está
em análise pelo governo. O ministro participou do lançamento
de um novo modelo de carro realizado hoje (14) em uma fábrica
em São Bernardo do Campo (SP).
Segundo ele, a
proposta, que prevê planos de incentivo ao setor industrial,
será encaminhada ao Congresso até a segunda quinzena de
janeiro.
“Não tem plano
B para a proposta de política industrial. Ainda veremos que
impacto o fim da CPMF terá na política industrial, mas
o presidente [da República, Luiz Inácio Lula da Silva] assegurou que não serão os R$ 40 bilhões
a menos que vão barrar a proposta", garantiu Jorge.
"Vamos esperar as medidas de
compensação que o ministro Mantega [ministro da
Fazenda, Guido Mantega] deve anunciar e ver que medidas vamos
tomar para adequar a proposta.”
Ontem (13), o ministro
da Fazenda, Guido Mantega, disse que com o término da CPMF o
programa de desoneração industrial será
reformulado. Segundo ele, a redução de impostos para o
empresariado, prevista inicialmente entre as medidas, terá de
ser estudada com mais calma.
Também estiveram
no evento realizado em São Bernardo do Campo, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Defesa, Nelson Jobim,
o ministro da Previdência, Luiz Marinho, o presidente da Câmara
dos Deputados, Arlindo Chinaglia, o governador do estado de São
Paulo, José Serra e o prefeito de São Bernardo do
Campo, William Dib.
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