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Manaus (AM) - Até a quinta-feira (20), 40 famílias não-indígenas que
continuam morando na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima,
devem procurar a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Boa
Vista, para regularizar sua situação fundiária e receber os
benefícios previstos pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária
(Incra) para o reassentamento.
O administrador da Funai no estado, Gonçalo dos Santos, disse
que o edital de convocação foi publicado na última segunda-feira (10) e, até o momento, 198 famílias já foram indenizadas.
Segundo ele, ainda estão na área 21 famílias de produtores de
pequeno e médio portes, cujos processos para reassentamento ainda estão
em análise, além de 80 famílias de rizicultores de grande porte e 12 não-indígenas autorizados a permanecer no local por
terem contraído matrimônio com indígenas.
"Após a resolução das questões desses 40 convocados, ainda
teremos que resolver o problema de outras 21 famílias cujos processos
ainda estão sendo analisados e os grandes rizicultores, que foram
convocados, mas não concordaram com as propostas feitas. Esses são 80
e, diante da recusa em se retirar do local, o governo, via Funai, fez o
depósito dos valores a que eles têm direito. Agora, a Justiça Federal é
quem vai decidir sobre a saída deles", disse Santos.
O superintendente substituto do Incra em Roraima, Pedro
Paulino, destacou que a maior dificuldade quanto ao reassentamento dos
não-indígenas é encontrar áreas semelhantes às que eles ocupam atualmente na terra indígena. Conhecida com o área de lavrado, essas terras são muito apreciadas por pequenos, médios
e grandes produtores.
"Nós temos
disponibilidade de terra em vários outros projetos de assentamento em
lotes de até 100 hectares. O problema é que algumas famílias não
aceitam essas áreas e exigem uma área com as mesmas características da
terra de lavrado. Apesar disso, já fizemos a reposição de área para 139
famílias, de 100 até 500 hectares. Estamos com mais duas áreas
preparadas nos municípios de Bonfim e Boa Vista para atender mais 89
famílias".
De acordo com o Incra, a apresentação das famílias implica a
reposição de suas terras de forma imediata. "Eles só poderão sair da
reserva depois que já tenha uma área definida para que elas sejam
reassentadas".
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