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Bali (Indonésia) - Depois de um dia de
indefinição e reuniões a portas fechadas, o
resultado das negociações da 13ª Conferência
das Partes (COP) sobre o Clima ainda não está definido. São quase 22 horas em Bali, e a
reunião, que tinha término previsto para hoje (14),
deve avançar pela madrugada.
"Não podemos
sair daqui sem acordo. Só não se sabe quando será
alcançado", avaliou o secretário executivo da
Convenção-Quadro da Organização das
Nações Unidas sobre Mudança Climática,
Yvo de Boer.
Segundo o embaixador
Everton Vargas, subsecretário-geral do Ministério das
Relações Exteriores, a perspectiva é que um
documento seja levado aos ministros até meia-noite e que a
plenária para aprovação do texto final da
conferência seja convocada para o período da manhã.
O impasse principal
está na inclusão de uma referência ao
estabelecimento de novas metas de redução de emissões
para os países desenvolvidos no chamado Mapa do Caminho. A
União Européia lidera uma pressão para que o
texto mencione cortes de 25% a 40% até 2020.
Os Estados Unidos, que
na madrugada de hoje chegaram a sugerir apenas uma referência a
compromissos voluntários para todos os países, dizem
que definir metas em Bali significaria um "pré-julgamento"
das negociações do acordo global que sucederá o
Protocolo de Quioto e que deverão começar em 2009.
O presidente da COP, o
ministro do Meio Ambiente da Indonésia, Rachamat Witolear,
reuniu um grupo de 15 países para resolver o impasse. O Brasil participa do grupo, presidido por Argentina e Nova Zelândia.
Da reunião, que
já dura mais de oito horas, deverá sair o documento que
será submetido a votação na plenária
final da COP e se tornará o Mapa do Caminho, espécie de
roteiro para as negociações nos próximos dois
anos. Nesse período os países vão decidir sobre
o regime de mudanças climáticas que sucederá
o Protocolo de Quioto após 2012, quando expira o primeiro
período de compromisso do acordo.
A matéria foi alterada para acréscimo de informação (a fala de Everton Vargas).
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