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14 de Dezembro de 2007 - 11h48 - Última modificação em 14 de Dezembro de 2007 - 11h53


Reunião em busca de acordo entre países deve avançar na madrugada

Luana Lourenço
Enviada especial

 
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Bali (Indonésia) - Depois de um dia de indefinição e reuniões a portas fechadas, o resultado das negociações da 13ª Conferência das Partes (COP) sobre o Clima ainda não está definido. São quase 22 horas em Bali, e a reunião, que tinha término previsto para hoje (14), deve avançar pela madrugada.

"Não podemos sair daqui sem acordo. Só não se sabe quando será alcançado", avaliou o secretário executivo da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Yvo de Boer.

Segundo o embaixador Everton Vargas, subsecretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, a perspectiva é que um documento seja levado aos ministros até meia-noite e que a plenária para aprovação do texto final da conferência seja convocada para o período da manhã.

O impasse principal está na inclusão de uma referência ao estabelecimento de novas metas de redução de emissões para os países desenvolvidos no chamado Mapa do Caminho. A União Européia lidera uma pressão para que o texto mencione cortes de 25% a 40% até 2020.

Os Estados Unidos, que na madrugada de hoje chegaram a sugerir apenas uma referência a compromissos voluntários para todos os países, dizem que definir metas em Bali significaria um "pré-julgamento" das negociações do acordo global que sucederá o Protocolo de Quioto e que deverão começar em 2009.

O presidente da COP, o ministro do Meio Ambiente da Indonésia, Rachamat Witolear, reuniu um grupo de 15 países para resolver o impasse. O Brasil participa do grupo, presidido por Argentina e Nova Zelândia.

Da reunião, que já dura mais de oito horas, deverá sair o documento que será submetido a votação na plenária final da COP e se tornará o Mapa do Caminho, espécie de roteiro para as negociações nos próximos dois anos. Nesse período os países vão decidir sobre o regime de mudanças climáticas que sucederá o Protocolo de Quioto após 2012, quando expira o primeiro período de compromisso do acordo.

A matéria foi alterada para acréscimo de informação (a fala de Everton Vargas).

 


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