Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
15 de Dezembro de 2007 - 18h58 - Última modificação em 17 de Dezembro de 2007 - 14h28


Parecia que o elevador tinha caído, diz segurança de prédio atingido por bomba na Bolívia

Julio Cruz Neto
Enviado especial

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
Marcello Casal JR/ABr
Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) - Bomba destrói 6º andar do Palácio da Justiça da capital do estado boliviano de Santa Cruz, que hoje declara sua autonomia em relação ao governo central
Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) - Bomba destrói 6º andar do Palácio da Justiça da capital do estado boliviano de Santa Cruz, que hoje declara sua autonomia em relação ao governo central
Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) - Três horas depois da explosão de uma bomba no Palácio de Justiça da cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra, capital do departamento (estado) de Santa Cruz, o cheiro de fumaça persistia no ar ligeiramente turvo do 6º andar do edifício, destruído pela explosão.

Peritos, bombeiros, jornalistas e a maioria dos policiais já haviam deixado o local. Restavam apenas destroços, cacos de vidro e o policial encarregado da segurança no local, Marcio Gonzales.

Ele contou que estava no térreo no momento da explosão. Ouviu um forte estrondo, mas não imaginou que fosse uma bomba. "Pensei que o elevador tinha despencado", declarou à Agência Brasil.

Foi a mesma impressão que teve o porta-voz da Corte Superior de Justiça, Gustavo Broschi. "Eu estava conversando no 2º andar e ouvimos uma explosão fortíssima. Primeiro disseram que o elevador tinha caído", disse, ao confirmar a informação, passada anteriormente pelo comando policial, de ninguém se feriu.

Segundo ele, o horário da explosão (por volta de 12h local, 14h em Brasília) coincide com o fim do expediente aos sábados no prédio, onde trabalham 650 pessoas.

Broschi contou que o Palácio da Justiça sofreu ameaças em outras ocasiões, mas não dessa vez. Ontem (14), houve ali um julgamento, muito destacado pela imprensa local, de dois hondurenhos, condenados a 12 e 10 anos prisão, pelo seqüestro de um menino coreano, neto do reitor da Universidade Cristã da Bolívia (Ucebol).

Após a explosão neste sábado, os peritos saíram do edifício com diversos sacos destroços e outros vestígios. A previsão policial é que o resultado da perícia seja divulgado até amanhã (16).

O repórter policial Guider Arancilla, do jornal El Deber, disse ter informação de que o atentado foi cometido com granada. Ele também afirmou ter ouvido relatos de que, na noite passada, houve uma movimentação "incomum" de policiais nas proximidades do prédio.

A reportagem da Agência Brasil averiguou a informação na maioria dos estabelecimentos comerciais ao redor do prédio, inclusive alguns que ficam abertos 24 horas. As pessoas negaram terem visto qualquer mobilização suspeita.

O oficial Gonzales, encarregado da segurança, disse que essa suposição é "uma mentira" e que o movimento esteve normal na madrugada.

No entanto, ele apontou uma brecha na segurança do local. Na entrada principal, diz ele, as pessoas não podem entrar "sequer com um cortador de unha", pois passam pelo detector de metais. Mas esse controle não é feito na entrada dos funcionários, porque os magistrados "podem se sentir incomodados".

No momento da explosão, a cerca de sete quarteirões dali, ocorria a apresentação do estatuto autonômico de Santa Cruz às autoridades locais.

Logo mais, a partir das 17h (19h em Brasília), terá início, no Parque Urbano, uma manifestação popular de apoio ao projeto de autonomia e de coleta de assinaturas para um referendo sobre o estatuto aprovado esta semana pela assembléia local.

A população, no entanto, já se sente independente do governo federal. A credencial de imprensa para o evento de hoje traz a inscrição Ya somos autónomos!!


 


 


  ASSUNTOS DESTA NOTÍCIA

 

O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina