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16 de Dezembro de 2007 - 14h07 - Última modificação em 16 de Dezembro de 2007 - 14h10


Governo não vai agir precipitadamente para compensar CPMF, diz Lula

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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José Cruz/ABr
Brasília - Depois de votar na eleição que vai escolher o novo presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista Brasília - Depois de votar na eleição que vai escolher o novo presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (16) que o governo não vai tomar nenhuma medida "precipitada" para compensar a perda de cerca de R$ 40 bilhões arrecadados com a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), rejeitada na semana passada pelo Senado Federal.

"A orientação que dei ao ministro da Fazenda [Guido Mantega] quando viajei é que é preciso, neste momento, contar até dez. Não tem nenhuma medida precipitada. Nós sabemos o quanto é importante manter o superávit primário, uma política fiscal séria, porque estamos apenas encontrando o caminho para o país crescer", afirmou, após votar na eleição para escolha do novo presidente do Partido dos Trabalhadores (PT).

Sobre a posição dos senadores que votaram contra a prorrogação do imposto, Lula disse acreditar que a atitude foi "um gesto impensado".

"Se foi pensado, foi de má fé de algumas pessoas que votaram contra sabendo que causaram um prejuízo de R$ 24 bilhões para saúde ou que deixaram que, nos quatro anos, a saúde pudesse chegar dos R$ 40 bilhões aos R$ 80 bilhões".

O presidente disse que a rejeição pelo Senado "foi o resultado de um gesto democrático" do Parlamento. Foram 45 votos favoráveis à CPMF e 34 contrários. Eram necessários 49 votos para que a proposta fosse aprovada.

"Uns votaram [contra] porque não querem que o governo dê certo. Outros votaram acreditando na teoria de quanto pior melhor. Alguns votaram com medo de serem cassados pelos partidos. A gente teve um pouco de tudo", avaliou.

"O que nos deixa tranquilos é que a democracia é isso. Na democracia, as instituições funcionam. Às vezes, ela vota a favor da gente. Às vezes, contra. Não podemos ficar zangados por isso. Temos que entender o resultado e encontrar uma saída".

Lula voltou a afirmar que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não serão interrompidas, bem como os programas sociais do governo.




 


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