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17 de Dezembro de 2007 - 07h43 - Última modificação em 17 de Dezembro de 2007 - 16h39


Corte boliviana requer pelo menos quatro meses para realizar referendo revogatório

Agência Boliviana de Informação


 
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Brasília - A Corte Nacional Eleitoral (CNE) boliviana requer 50 milhões de bolivianos (cerca de R$ 11,45 milhões) e pelo menos quatro meses a partir da convocação para o referendo para levar adiante a consulta, assegurou o presidente do órgão, Salvador Romero.

“Um processo eleitoral no país, independentemente de ser uma eleição nacional ou um referendo tem como exigências um tempo de preparação de quatro meses, entre a data de convocação e a realização da eleição ou do referendo e um custo aproximado de 50 milhões de bolivianos”, explicou.

Segundo a estatal Agência Boliviana de Informação, Romero assinalou que a instância eleitoral máxima do país está em condições de levar adiante a consulta “sempre e quando estiver marcado nas leis e normas”. De acordo com a informação de Romero, pelo menos 3,7 milhões de pessoas estão habilitadas para participar do processo de votação.

Em uma mensagem à nação, o presidente Evo Morales “desafiou democraticamente” os nove prefeitos do país a se submeterem juntos a um referendo revogatório. A Câmara de Deputados aprovou a revogação de mandato e agora cabe ao Senado, que é dominado pela oposição, definir sua sanção.

Nas eleições de dezembro de 2005, Morales ganho com 53,7% dos votos, mas em seis dos nove departamentos foram eleitos prefeitos de partidos de oposição. “Se o povo diz vá embora, Evo, não tenho nenhum problema, sou mais democrata. O povo dirá quem vai e quem fica para garantir esse processo de mudança”, assegurou Morales.

Romero não quis emitir nenhum critério a respeito da proposta feita pelo governante que está em no projeto de lei a ser considerado pelo Congresso. “A CNE é respeitosa ao que vai assumir o Parlamento e vai fazer tudo o que for ordenado”, afirmou.

 


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