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16 de Dezembro de 2007 - 11h18 - Última modificação em 16 de Dezembro de 2007 - 11h18


Crianças do Mercosul vivenciam integração na prática

Mylena Fiori
Enviada especial

 
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Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Montevidéu (Uruguai) - Gonzalo Reboledo, coordenador do acampamento que reúne, em Punta Espinillo (zona rural da capital uruguaia), crianças carentes do Uruguai, Argentina e Brasil
Montevidéu (Uruguai) - Gonzalo Reboledo, coordenador do acampamento que reúne, em Punta Espinillo (zona rural da capital uruguaia), crianças carentes do Uruguai, Argentina e Brasil
Montevidéu (Uruguai) - O "portunhol" virou idioma oficial em Punta Espinillo, zona rural de Montevideo. Lá, 60 crianças carentes do Brasil, Argentina e Uruguai vivenciam a integração na prática, durante o período em que ficam no acampamento promovido pela prefeitura de Montevidéu e pela rede Mercocidades, que reúne 181 municípios dos quatro países do Mercosul, além da Venezuela, do Chile, da Bolívia e do Peru.

Todas têm entre 10 e 13 anos de idade, estudam em escolas públicas municipais e participam de programas de inclusão social em seus países. Antes de irem para a capital uruguaia, nunca tinham entrado em um avião.

"O objetivo é começar a construir uma cultura de integração e da convivência. Na convivência realmente pratica-se a tolerância e a aprendizagem das diferenças culturais", afirma Gonzalo Reboledo, coordenador do acampamento e diretor da Secretaria da Infância de Montevidéu.

"A idéia é ver como cada um, a partir de sua própria vivência e de sua prória cultura, interpreta e absorve os problemas dos outros. Não queremos eliminar as diferenças, tampouco que as diferenças signifiquem barreiras", acrescenta.

O encontro acontece desde a última quinta-feira (13), no Parque Punta Espinillo, às magens do rio que tem cara de mar e encanta a criançada, o Rio da Prata.

A meninada dorme em cabanas de madeira construídas especialmente para o acampamento. Em cada casa fica uma criança de cada país - elas mesmas decoraram cada espaço e são resposáveis pela arrunação.

No centro, bancos de madeira dispostos em círculo compõem a área de lazer e descanso comum. Uma folha em branco, afixada em um painel, convida os pequenos a deixarem suas mensagens aos novos amigos e ao mundo.

A estrutura também conta com escritórios, refeitório e enfermaria. Atividades coletivas e oficinas acontecem numa grande tenda branca, próxima às cabanas. Lá, colada numa lona branca, fica uma letra de música composta pelas crianças, no autêntico idioma da integração.

"Os negros são discriminados por sua cor, mas eles contribuem para um mundo bem melhor. Yo quiero estar integrado pero no quiero cambiar, vivir em diversidad no deberia estar mal".

A composição foi feita em uma oficina sobre diversidade e discriminação. "Queremos que esse processo que começa aqui não se acabe no acampamento, que estas crianças se tornem embaixadores dessas práticas e possam replicá-las com os amigos, a família, na escola, nos lugares de onde vêm", diz Gonzalo Reboledo.


 


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