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Brasília - A nova lista de empresas e
pessoas físicas flagradas submetendo trabalhadores a condições
degradantes, a chamada "lista suja", inclui 189 empregadores.
A lista, divulgada sexta-feira (14) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostra onde ainda se pratica trabalho escravo no país.
Em dezembro, 13
nomes foram adicionados à lista anterior, que tinha 192 registros.
Como sete
empregadores foram retirados da relação, por terem cumprido as exigências do
Ministério do Trabalho e nove por terem conseguido liminares na Justiça, a lista ficou com 189 nomes. Ela está disponível na página do ministério. Os empregadores incluídos são: Antônio Nascimento de Souza; Agropecuária e Industrial Serra Grande Ltda.; Agropecuária Roncador S/A; Antônio Fernandes Camilo Filho; Antônio Tadão Shirabe; Calsete Empreendimentos Ltda.; Eunarto Claristino de Resende; Eustáquio Barbosa Silveira; Fazenda Paloma S/A; Itamarati Indústria de Compensados Ltda.; Laminados e Compensados Santa Catarina Ltda.; Laticínios Morrinhos Ind. e Com. Ltda.; e Leandro Volter Laurindo de Castilho.
O nome do
infrator só entra para a lista depois de concluído
processo administrativo instaurado após fiscalização.
A exclusão, por sua vez, depende do monitoramento do infrator
por um período de dois anos. Se, nesse intervalo, não
houver reincidência, forem pagas todas as multas resultantes da
ação de fiscalização e quitados os
débitos trabalhistas e previdenciários, o nome do empregador é
retirado.
Os
empregadores listados ficam impedidos de obter empréstimos em
bancos oficiais do governo e de ter acesso a recursos de fundos
públicos.
De 1995
até hoje, mais de 26 mil trabalhadores foram resgatados da
escravidão pelos grupos móveis de fiscalização
do governo federal, integrados pelo Ministério do Trabalho e
Emprego, Ministério Público do Trabalho e Polícia
Federal, além das equipes de fiscalização rural
das Delegacias Regionais do Trabalho.
A matéria foi alterada para acréscimo de informação
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