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18 de Dezembro de 2007 - 19h41 - Última modificação em 18 de Dezembro de 2007 - 19h41


Para Dilma, "é uma sandice achar que o Brasil tem que brigar com a Bolívia"

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou hoje (18), durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, que não há motivos para que o país deixe de investir na exploração do gás natural boliviano.  

Para a ministra, “é uma sandice achar que o Brasil tem que brigar com a Bolívia”.

Ontem (17), a Petrobras retomou os investimentos no gás natural boliviano. Um acordo firmado em La Paz prevê aporte de US$ 750 milhões a US$ 1 bilhão da empresa e de seus sócios na exploração e no desenvolvimento de reservas em três campos da estatal local, a Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

Dilma Rousseff citou a “questão geopolítica e de compromisso com a integração regional” como razões para que o país continue fazendo acordos com o país vizinho que, segundo ela, possui uma das maiores reservas de gás natural da América Latina.

“A troco de quê o Brasil não vai investir e ajudar a explorar e desenvolver essas reservas?”, questionou a ministra.

Ela disse também que a questão da nacionalização das reservas de gás e petróleo do país e da ocupação das refinarias da Petrobras pelo Exército - o que levou a estatal brasileira a congelar os investimentos - é assunto “encerrado”.

“Eles pagaram. Não temos mais o que queixar internacionalmente”, disse a ministra.

A ministra-chefe da Casa Civil participa hoje (18) de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados para discutir os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a concessão de rodovias e o abastecimento de gás no sudeste do país.




 


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