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Brasília - A ministra-chefe da
Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou hoje (18), durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, que não há motivos para que o país deixe de investir na exploração do gás natural boliviano.
Para a ministra, “é
uma sandice achar que o Brasil tem que brigar com a Bolívia”. Ontem (17), a Petrobras
retomou os investimentos no gás natural boliviano. Um acordo
firmado em La Paz prevê aporte de US$ 750 milhões a US$
1 bilhão da empresa e de seus sócios na exploração
e no desenvolvimento de reservas em três campos da estatal
local, a Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB).
Dilma Rousseff citou
a “questão geopolítica e de compromisso com a
integração regional” como razões para que o país continue fazendo acordos com o país vizinho que, segundo ela, possui uma das maiores reservas de gás natural da América Latina.
“A troco de quê
o Brasil não vai investir e ajudar a explorar e desenvolver
essas reservas?”, questionou a ministra.
Ela disse também
que a questão da nacionalização
das reservas de gás e petróleo do país e da
ocupação das refinarias da Petrobras pelo Exército
- o que levou a estatal brasileira a congelar os investimentos - é
assunto “encerrado”.
“Eles pagaram. Não
temos mais o que queixar internacionalmente”, disse a ministra.
A ministra-chefe da Casa Civil participa hoje (18) de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento
Econômico da Câmara dos Deputados para discutir os
investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), a concessão
de rodovias e o abastecimento de gás no sudeste do país.
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