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Brasília - A Delegacia da Polícia Federal (PF) em Araguaína
(TO) conduz a investigação sobre o caso que envolveu, no último sábado (15), a morte
de quatro
homens a pauladas por índios apinajés na aldeia Buriti
Comprido, que fica na Terra Indígena
Apinajé, área de 141 mil hectares no extremo norte de
Tocantins. “É prematuro dizer o que ocorreu, pois as oitivas
apenas começaram agora e falta muito a investigar”, afirmou
o delegado Bruno Azevedo em entrevista à Agência Brasil.
As
informações preliminares são de que pelo menos
cinco pessoas encapuzadas e armadas, incluindo servidores da
prefeitura de Cachoeirinha, município nas proximidades da área
indígena, teriam invadido o local com
a intenção de recuperar um trator. O veículo
estaria retido pelos índios como forma de protesto pela
instalação de energia elétrica e de uma ponte.
O primeiro
depoimento colhido pela PF foi do prefeito de Cachoeirinha, Messias
de Oliveira. Segundo o delegado, Oliveira disse que tentou resolver
o impasse por meio do diálogo, tendo solicitado a colaboração
da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério Público
Federal. O prefeito também negou que tivesse autorizado alguma
operação de resgate do trator à força.
A
partir desta quarta-feira (19), a PF dará continuidade aos trabalhos para apurar os fatos. “As pessoas ligadas aos mortos
prestarão depoimento em Araguaína. Já em relação
aos indígenas, vamos definir junto com a Fundação
Nacional do Índio a melhor forma de ouvi-los”,
informou Azevedo.
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