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19 de Dezembro de 2007 - 06h56 - Última modificação em 19 de Dezembro de 2007 - 10h10


PF ainda não aponta responsáveis por conflito que causou mortes em aldeia

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A Delegacia da Polícia Federal (PF) em Araguaína (TO) conduz a investigação sobre o caso que envolveu, no último sábado (15), a morte de quatro homens a pauladas por índios apinajés na aldeia Buriti Comprido, que fica na Terra Indígena Apinajé, área de 141 mil hectares no extremo norte de Tocantins. “É prematuro dizer o que ocorreu, pois as oitivas apenas começaram agora e falta muito a investigar”, afirmou o delegado Bruno Azevedo em entrevista à Agência Brasil.

As informações preliminares são de que pelo menos cinco pessoas encapuzadas e armadas, incluindo servidores da prefeitura de Cachoeirinha, município nas proximidades da área indígena, teriam invadido o local com a intenção de recuperar um trator. O veículo estaria retido pelos índios como forma de protesto pela instalação de energia elétrica e de uma ponte.

O primeiro depoimento colhido pela PF foi do prefeito de Cachoeirinha, Messias de Oliveira. Segundo o delegado, Oliveira disse que tentou resolver o impasse por meio do diálogo, tendo solicitado a colaboração da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do  Ministério Público Federal. O prefeito também negou que tivesse autorizado alguma operação de resgate do trator à força.

A partir desta quarta-feira (19), a PF dará continuidade aos trabalhos para apurar os fatos. “As pessoas ligadas aos mortos prestarão depoimento em Araguaína. Já em relação aos indígenas, vamos definir junto com a Fundação Nacional do Índio a melhor forma de ouvi-los”, informou Azevedo.



 


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