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18 de Dezembro de 2007 - 11h53 - Última modificação em 18 de Dezembro de 2007 - 12h09


Após tratado com Israel, Lula defende mais acordos de livre-comércio do Mercosul

Mylena Fiori
Enviada especial

 
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Montevidéu (Uruguai) - Mercosul e Israel assinaram, na manhã de hoje (18), o Tratado de Livre Comércio de Israel. Foi o primeiro acordo comercial desse tipo do bloco com outras regiões. Após a assinatura do acordo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse esperar que outros tratados semelhantes sejam fechados a partir de agora.

"O que está acontecendo com Israel hoje tem que acontecer com outros países, tem que acontecer com a União Européia", defendeu Lula, em discurso durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. Pouco antes, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, havia declarado que o tratado com Israel demonstra o interesse do resto do mundo no Mercosul.

Amorim mencionou a possibilidade de acordos semelhantes com os países do Conselho de Cooperação do Golfo (do qual fazem parte Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar e Omán), ou com a Índia e a União Aduaneira da África Austral (Sacu), que reúne África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e Suazilândia (regiões com as quais o Mercosul já tem acordos de preferências tarifárias)

"Se conseguimos fazer um acordo com Israel, um país distante e mais ou menos desenvolvido no Oriente Médio, por que não vamos poder fazer com outros?", afirmou.

A falta de tratados de livre comércio entre o bloco regional e outros países ou blocos é uma das queixas dos sócios menores. Ontem (17), a insatisfação foi reiterada pelo Uruguai durante reunião do Conselho do Mercado Comum - instância máxima de decisão do Mercosul.

Segundo o chanceler uruguaio, Reinaldo Gargano, o país mais uma vez pediu autorização para negociar tratados de livre comércio bilateralmente, com outros países e regiões, caso não avancem as negociações em bloco. Pelas regras do Mercosul, acordos comerciais só podem ser negociados em bloco.


 


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