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18 de Dezembro de 2007 - 19h01 -
Última modificação
em 18 de Dezembro de 2007 - 22h12
Cappio e movimentos reivindicam transposição suspensa para encerrar protesto
Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil
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José Cruz/ABr
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Brasília - Atriz Letícia Sabatella, integrante da organização Humanos Direitos, fala à imprensa sobre greve de fome de dom Luiz Flávio Cappio, que pede a suspensão das obras de transposição do Rio São Francisco
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Brasília - A continuidade
da suspensão das obras de transposição no Rio
São Francisco é o primeiro dos oito pontos da proposta
elaborada pelo bispo Luiz Flávio Cappio e pelos movimentos
sociais contrários ao projeto, que deve ser apresentada hoje à
Presidência da República. A plataforma foi apresentada
há pouco em entrevista coletiva.
A suspensão é
apresentada como condição fundamental para que o bispo
de Barra (BA) interrompa a greve de fome, iniciada há 22 dias.
A reivindicação inclui a retirada das tropas do
Exército que estão na região para as obras.
A
reunião está marcada para as 20 horas na sede da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Os
representantes da entidade católica e dos movimentos devem se
reunir com o chefe-de-gabinete da Presidência, Gilberto
Carvalho.
Os manifestantes também pedem a implementação
das obras previstas no Atlas Nordeste – Abastecimento Urbano de
Água, elaborado pela Agência Nacional de Águas
(ANA). Além disso, reivindicam a elaboração e a
concretização de projetos revitalizar a Bacia do São Francisco e três outras –
Jaguaribe, no Ceará, Piranhas-Açu, na Paraíba e
no Rio Grande do Norte, e Parnaíba, no Piauí e no
Maranhão –, bem como os rios temporários do
Semi-Árido.
A principal crítica dos movimentos é
que cerca de 70% do volume desviado de água deve se destinar a
irrigação de grandes plantações e a
criações de camarão. Segundo eles, o uso para o
abastecimento da população responderá por 4% do
total.
O governo afirma que a prioridade é o
abastecimento humano, e que somente garantido este os estados poderão
usar água para outras finalidades.
Dom Cappio e os movimentos sociais
também querem que a União apóie a introdução,
ampliação e difusão de tecnologias para a
captação, armazenamento e manejo de água, para o
abastecimento humano e a produção agropecuária
das comunidades do semi-árido.
A revitalização do São Francisco contemplaria
também a preservação do Cerrado e da Caatinga,
com suporte orçamentário do Fundo de Revitalização
do Rio São Francisco, “conforme a PEC [proposta de
emenda constitucional] a ser aprovada imediatamente no Congresso
Nacional”, diz o documento da proposta.
Por fim, a proposta pede apoio
técnico-político para o Comitê da Bacia
Hidrográfica do São Francisco para elaborar o Pacto de
Gestão das Águas do São Francisco, atendendo a
demandas de abastecimento humano e animal, e também que a
União coordene a elaboração e implementação
de um Plano de Desenvolvimento Sustentável
para o semi-árido brasileiro.
A matéria foi alterada para acréscimo de informações.
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