Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
18 de Dezembro de 2007 - 20h24 - Última modificação em 18 de Dezembro de 2007 - 20h24


BNDES reduzirá juros e aumentará prazos de empréstimos para países latino-americanos

Mylena Fiori
Enviada especial

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Montevidéu (Uruguai) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferecerá juros mais baixos e prazos maiores para financiamento de projetos voltados ao desenvolvimento das economias de países da América Latina. De acordo com o presidente da instituição, Luciano Coutinho, a idéia é oferecer taxas 30% mais baixas que as cobradas pelo mercado.

"A intenção é que se aprofunde esse processo através do apoio a projetos de infra-estrutura e de fortalecimento das economias do Mercosul", afirmou Coutinho hoje (18) em cerimônia de anúncio da criação de um escritório do banco em Montevidéu, capital do Uruguai. Segundo o BNDES, o novo escritório deve entrar em funcionamento no segundo trimestre de 2008.

Segundo Coutinho, o banco segue orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sentido de ajudar a reduzir as assimetrias (desigualdades) da região. "Ele acredita que o Brasil precisa atuar de maneira generosa, proativa, estender a mão aos países menos desenvolvidos da região", disse o presidente do BNDES.

Coutinho reconheceu que as condições especiais de financiamento são "uma forma de subsídio", mas destacou que tal prática é comum em outras instituições, como a Corporação Andina de Fomento (CAF) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O BNDES pretende atuar em parceria com esses bancos de fomento e também com o recém-criado Banco do Sul. "A CAF, o BID ou os bancos locais apóiam as contrapartidas locais e nós apoiamos a parte brasileira do projeto", explicou.

Um dos países beneficiados com as condições especiais de financiamento será a Bolívia. Segundo Coutinho, diversos projetos foram encaminhados ontem ao banco, por intermédio do presidente Lula, durante visita àquele país. Lula pediu para o presidente do BNDES "olhar com carinho" os projetos de investimento no país vizinho.

Segundo Coutinho, a atual demanda de recursos para projetos latino-americanos no BNDES é de US$ 10 bilhões – US$ 4,5 bilhões apenas da Argentina – e o estoque de desembolsos na região totaliza US$ 2 bilhões. O orçamento atual do banco é de R$ 65 bilhões, mesmo montante de desembolsos.

"A nossa expectativa é que em 2008 venhamos a ter um incremento relevante nos desembolsos", afirmou o presidente do BNDES. Ele destacou que o banco precisa de R$ 30 bilhões a mais para financiamentos e metade desse valor deve ser autorizado pelo governo federal até a próxima semana.

Pelas atuais regras do banco, só podem ser financiadas as exportações de bens e serviços brasileiros e dos investimentos indiretos de empresas brasileiras no exterior. O banco não pode oferecer financiamentos a empresas ou governos de outros países. Mas isso pode mudar, revelou o presidente do BNDES. "É uma circunstância deste momento, pode ser que no futuro isso possa evoluir de outra forma", afirmou Coutinho.



 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina