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18 de Dezembro de 2007 - 19h38 -
Última modificação
em 18 de Dezembro de 2007 - 19h38
Entre 2003 e 2005, investimento em cultura foi maior em municípios com mais de 100 mil habitantes
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
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Rio de Janeiro - Os
investimentos na cultura entre 2003 e 2005 foram maiores nos 266 municípios
brasileiros com população superior a 100 mil
habitantes. Essas cidades responderam por 55,1% dos gastos no setor
em 2005. Os municípios com menos de dez mil habitantes
participaram com 8% do total de despesas com cultura naquele ano. Os dados são do estudo Sistemas de Informações e
Indicadores Culturais, referentes aos anos de 2003-2005, divulgado hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para o presidente da Fundação Nacional de Arte (Funarte), Celso Frateschi, o que é importante não é o percentual em si, mas o balizamento, devido às
carências de um território para outro. “O importante é
uma indicação, uma baliza que a gente tem que perseguir
para aplicar”.
Segundo os dados do IBGE,
a participação do governo federal passou de 14,4%, em 2003, para 16,7%, em 2005. No mesmo período, a aplicação dos estados passou de 31,7% para 36%. Os municípios, em contrapartida, reduziram seus investimentos de 54% para 47,2%.
“Vejo um cenário de mudanças que vai se efetivar de uma maneira mais definitiva com a votação
da lei e a implementação do Sistema Nacional de
Cultura”, enfatizou Frateschi, acrescentando que a legislação definirá percentuais e responsabilidades diferenciados para todas as
instâncias de poder.
Na avaliação dele, a falta de
recursos é um problema para o estímulo à
cultura, embora não seja o principal entrave. “O principal problema é a gente conseguir
formular políticas consistentes. Os recursos acabam vindo com
políticas consistentes”.
Segundo ele, o setor privado também é fundamental nesse sentido.
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