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19 de Dezembro de 2007 - 20h48 - Última modificação em 19 de Dezembro de 2007 - 20h48


Ministério da Agricultura apresenta propostas para a dívida agrícola

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, apresentou hoje (19), em entrevista coletiva, duas propostas para o pagamento de dívidas rurais.

A primeira é a extensão do prazo de pagamento das parcelas que venceram na última segunda-feira (17) para o dia 15 de fevereiro, referentes a investimentos feitos com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A segunda proposta é a suspensão, até o dia 31 de março, das cobranças de débitos de crédito rural que vencem entre janeiro e março de 2008. Esse também seria o novo prazo para a conclusão das negociações sobre o endividamento rural tratadas entre os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda, junto com  representantes das comissões de Agricultura da Câmara e do Senado e lideranças do setor produtivo.

Stephanes ressaltou o fato de os agricultores estarem sujeitos a quebras de safras, o que prejudica o pagamento das dívidas feitas para a compra de maquinário, agrotóxicos e outros insumos agrícolas.

“Nós estamos falando de uma dívida que começou em 1990, que inclui resquícios de planos econômicos, que inclui frustrações de safras, dentro delas tem secas consecutivas. E aí qual é o problema? A falta de um seguro que venha a cobrir isso faz com que se transforme isso em dívida do agricultor”, afirmou.

De acordo com o ministro, a dívida agrícola total chega aos R$ 120 bilhões. O montante que está em discussão para ser renegociado é de R$ 40 bilhões e as dívidas que venceriam este mês somam R$ 6 bilhões. “Que já não são mais seis porque grande parte já está pago”, disse Stephanes.

O ministro e o presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, deputado Marcos Montes (DEM/MG), lembraram que a suspensão do pagamento das parcelas que vencem entre janeiro e março não significa que elas não serão pagas. O pagamento está suspenso durante a negociação, mas terá que ser feito.

As propostas serão levadas para o Conselho Monetário Nacional, que vai se reunir amanhã (20), em Brasília.

 


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