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Brasília - A Polícia Civil e a Polícia Militar de São Paulo investigam a morte de um adolescente de 15 anos durante uma operação policial em Bauru (SP), no último sábado. Há suspeita de tortura e assassinato. Seis policiais militares estão presos. A perícia do Instituto Médico Legal constatou 30 lesões no corpo do rapaz, possivelmente causadas por descargas elétricas.
Segundo o advogado André Luiz Gonçalves Veloso, os familiares do adolescente disseram que os policiais entraram na casa
procurando armas e só depois mencionaram a respeito do roubo da motocicleta. “A
mãe abriu a porta e eles foram direto pro quarto procurando arma”, conta Veloso.
De acordo com ele, a irmã da vítima diz ter sido ameaçada por um
policial quando reagiu ao ver seu irmão desfalecido. “Quando [os policiais]
abriram a porta [do quarto] e ela viu o menino caído, ela começou a
gritar e um dos policiais falou que era para ficar quieta porque poderia sobrar
pra ela também.”
Veloso afirma que
a mãe e a irmã do garoto não acreditam que a droga encontrada na casa, 305
gramas de maconha, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de
SP, seja do adolescente.
“Eles têm uma desconfiança sobre a droga que foi encontrada.
O menino não tinha condições financeiras de adquirir uma quantidade dessas e a
mãe disse que tinha feito uma faxina no quarto antes e nada tinha encontrado.”
Segundo o advogado da família, o processo aberto para apurar o caso vai ser
transferido do Tribunal de Justiça Militar para a Justiça Comum em Bauru. “Já foi instaurado inquérito e vai ser
bem rápido o trâmite. A prova está toda em Bauru e fica mais fácil a apuração.”
O ouvidor-substituto das polícias do Estado de São
Paulo, Júlio César Neves, esteve hoje em Bauru em reunião com a Comissão dos
Direitos da Ordem dos Advogados (OAB) de Bauru. Amanhã (20), o coordenador da Comissão
de Direitos Humanos da OAB de São Paulo, Mario de Oliveira Filho, estará na cidade para acompanhar o caso.
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