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Brasília - Na tentativa de reduzir
o valor do contrato de compra dos 150 mil computadores portáteis
que o governo pretende distribuir para 300 escolas públicas de
todo o país, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
(FNDE) suspendeu no final da tarde de hoje (19) o pregão
eletrônico que vai selecionar a empresa vencedora. O processo
será retomado amanhã (20), a partir das 9h30.
Até o momento, a
fabricante Positivo Informática está vencendo a
concorrência. Na primeira parte do pregão, a empresa
especializada em tecnologia educacional apresentou o menor lance
entre os concorrentes, R$ 98.180 milhões.
Esse valor inclui,
segundo a empresa, além dos 150 mil computadores, a instalação
de infra-estrutura e suporte, como a capacitação de
professores. Por esse lance, cada computador, acrescido da necessária
prestação de serviços, sairia por cerca de R$
654, o equivalente a U$ 363 pelo câmbio de hoje.
A expectativa do FNDE,
no entanto, é de negociar uma substancial redução
de preço. Pelo sistema de mensagens eletrônicas do
portal de compras do governo federal, o ComprasNet, a Positivo
justificou a dificuldade de reduzir seu lance inicial.
“O projeto é
extremamente complexo, em um país de dimensões
continentais, com três anos de garantia, instalação
em todas as escolas e configuração de servidor. Por
outro lado, o processo produtivo básico exige uma série
de contrapartidas dos produtores locais. Estamos analisando o que
poderemos fazer”, justifica a empresa no ComprasNet.
Além da
negociação em torno do preço final, o Ministério
da Educação (MEC) ainda vai submeter o protótipo
da Positivo, o Classmate PC, a testes. Se o laptop não
atender às exigências, a empresa que apresentou o
segundo menor lance será convidada a submeter seu aparelho às
mesmas provas. As 300 primeiras escolas a receber o laptop
integram o projeto interministerial Um Computador por Aluno (UCA),
desenvolvido desde 2005.
A oferta da Positivo
superou a da Digibras (R$ 98.800 milhões); da Simm do Brasil
(R$ 104.595 milhões); da Reifasa (R$ 113.999 milhões);
do Itautec (R$ 175.579 milhões); da Telis Eletrônico (R$
450 milhões); da Autosis Informática (R$ 750 milhões)
e da Mais Imagem Locações (R$ 2.250 bilhões).
O modelo de laptop
da Positivo foi desenvolvido em parceria com a Intel.
A Simm, terceira
colocada no pregão, além de ser uma subsidiária
da norte-americana Brightstar Corp., é a representante no país
da organização não-governamental One Laptop per
Child (OLPC - em português, Um Laptop Por Criança).
Ligada ao Massachusetts Institute of Technology (MIT), a ONG se
dedica à pesquisa de um notebook de baixo custo, cujo
projeto ficou erroneamente conhecido como o “computador de U$ 100”.
O projeto do governo
prevê que cada estudante da rede pública tenha acesso
gratuito a um computador. A partir de dezembro de 2005, especialistas
na utilização de novas tecnologias computacionais no
processo didático-pedagógico passaram a se reunir para
discutir a implementação do projeto.
Além disso,
desde fevereiro deste ano o MEC vem testando em escolas públicas
alguns dos modelos de laptops educacionais fornecidos pelos
fabricantes interessados em disseminar a nova tecnologia.
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