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19 de Dezembro de 2007 - 22h51 - Última modificação em 19 de Dezembro de 2007 - 23h50


Presidente da Anatel prevê arrecadação de R$ 5,3 bilhões no leilão de 3G

Lourenço Melo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações, (Anatel), Ronaldo Sardenberg, estimou em R$ 5,3 bilhões a arrecadação final do leilão de telefonia celular de terceira geração (3G), que começou ontem (18) e deve terminar nesta quinta-feira (20). A soma dos preços mínimos fixados pela agência é de R$ 2,8 bilhões.

Estão sendo escolhidas quatro operadoras para cada região do pais e deverão ser cobertos cerca de 1.800 municípios que não têm ainda os serviços de telefonia celular. Com isso, a previsão de Sardenberg é de que a competição que se estabelecerá entre as maiores operadoras de telefonia (Tim, Oi, Claro e Vivo) vai possibilitar preços mais baixos das ligações para o consumidor.

Em entrevista na noite de hoje (19), Sardenberg não quis, entretanto, arriscar palpite sobre o percentual de queda nesse custo, em conseqüência da concorrência que vai se estabelecer. Ele procurou minimizar a diferença substancial entre os preços oferecidos hoje pelas operadoras e os do primeiro dia do leilão (ontem), quando os ágios chegaram a ultrapassar 200% do preço mínimo previsto.

"As empresas são inteligentes e aprenderam a lição de ontem, aplicando hoje o que aprenderam, procurando comprar as bandas de freqüência por preços menores", ressaltou Sardenberg.

Ele disse que não acredita em "conchavo" entre as empresas telefônicas que, segundo se comentou, teriam combinado  oferecer preços mais baixos (entre 50% e 60% de ágio) no leilão de hoje. "Não senti que tenha havido combinação. Se, no entanto, perceber que houve alguma coisa assim, como presidente da agência, obviamente tomarei alguma atitude", afirmou. O fato dos lotes de freqüências leiloados hoje envolverem a obrigatoriedade de as empresas prestarem serviços em regiões mais pobres, na mesma banda, para ele, pode ser uma das razões da queda nos preços oferecidos.

Nesse caso, as operadoras terão que fazer investimentos maiores e, por isso, ofereceram preço mais baixo pelas bandas. Sardenberg lembrou que os preços mínimos estavam fixados desde o dia 11 e foram colocados na mesa, na hora em que o leilão começou "Não houve nada diferente do que foi entregue", destacou.

O presidente da Anatel também não acredita que a queda no ágio tenha sido provocada pelo anúncio feito ontem pelo leiloeiro, no início da disputa, de que a Anatel dispõe ainda da Banda H, que poderá ser licitada no primeiro semestre de 2008. Ele disse que a agência já tinha divulgado isso há muito tempo e venderá essas licenças tão logo receba manifestação de empresas interessadas na exploração.

 


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