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19 de Dezembro de 2007 - 17h48 - Última modificação em 19 de Dezembro de 2007 - 17h48


Mudança de metodologia eleva peso do setor de serviços no PIB dos municípios

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A mudança da metodologia da pesquisa Contas Nacionais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), elevou o peso do setor de serviços na economia nacional, com reflexos diretos no Produto Interno Bruto dos municípios.

Com a nova metodologia, que consiste na visita direta ao município ao invés de pesquisa por estimativas, o setor serviços passou a representar 66,3% do valor adicionado (agregado à economia como um todo), um incremento de mais de 10 pontos percentuais de 2002 até 2005.

No mesmo período, as atividades agropecuária e industrial perderam participação no PIB, passando, respectivamente, de 8,2% para 6,6% e de 36% para 27,1%.

A pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios Brasileiros 2002-2005 também indicam o aumento do peso dos serviços já vem sendo constatado desde março deste ano.

Como reflexo da mudança de metodologia, por exemplo, o município de Barueri (na Grande São Paulo), onde a atividade de serviços é forte, teve o maior crescimento percentual da sua fatia do PIB nacional, passando de 15ª para a oitava posição no ranking dos municípios.

Segundo o estudo do IBGE, a fatia do PIB nacional do município no período cresceu 0,24%.

O presidente do instituto, Eduardo Pereira Nunes, explicou que até o ano 2000, o instituto efetuava estimativas da atividade de serviços no Brasil por meios de métodos indiretos.

“Eu denomino de métodos indiretos porque nós não tínhamos uma pesquisa especifica, que visitava as empresas de serviços para levantar o seu faturamento, o número de empregos e quantos elas gastavam ou tinham de renda. E todo método indireto é sujeito a algum tipo de desvio do resultado concreto”, explicou.

Se por um lado as mudanças beneficiaram municípios onde a captação dos dados eram feitas por estimativa, por outro afetou a de outras cidades cujas estimativas já vinham sendo feitas com maior precisão.

É o caso, por exemplo, do município do Rio de Janeiro, que registrou as maiores perdas de participação do PIB dos municípios, tanto no biênio 2004-2005 (menos 0,3%), quanto na série de 2002 a 2005 (menos 0,6%).

O município, no entanto, ainda se mantém na segunda colocação no ranking geral.

Impulsionado pela atividade de extração e produção de petróleo e gás natural, outro município do estado, Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, foi destaque, tendo aumentado sua participação no PIB nacional em 0,22% de 2002 para 2005, passando da 21ª para a 18ª posição no ranking geral.



 


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