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Rio de Janeiro - A mudança da
metodologia da pesquisa Contas Nacionais, do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), elevou o peso do setor de
serviços na economia nacional, com reflexos diretos no Produto
Interno Bruto dos municípios.
Com a nova metodologia,
que consiste na visita direta ao município ao invés de
pesquisa por estimativas, o setor serviços passou a
representar 66,3% do valor adicionado (agregado à economia
como um todo), um incremento de mais de 10 pontos percentuais de 2002 até
2005.
No mesmo período, as atividades agropecuária e industrial perderam
participação no PIB, passando, respectivamente, de 8,2%
para 6,6% e de 36% para 27,1%.
A pesquisa Produto
Interno Bruto dos Municípios Brasileiros 2002-2005 também
indicam o aumento do peso dos serviços já vem sendo
constatado desde março deste ano.
Como reflexo da mudança
de metodologia, por exemplo, o município de Barueri (na Grande
São Paulo), onde a atividade de serviços é
forte, teve o maior crescimento percentual da sua fatia do PIB
nacional, passando de 15ª para a oitava posição no
ranking dos municípios.
Segundo o estudo do
IBGE, a fatia do PIB nacional do município no período
cresceu 0,24%.
O presidente do
instituto, Eduardo Pereira Nunes, explicou que até o ano 2000,
o instituto efetuava estimativas da atividade de serviços no
Brasil por meios de métodos indiretos.
“Eu denomino de
métodos indiretos porque nós não tínhamos
uma pesquisa especifica, que visitava as empresas de serviços
para levantar o seu faturamento, o número de empregos e
quantos elas gastavam ou tinham de renda. E todo método
indireto é sujeito a algum tipo de desvio do resultado
concreto”, explicou.
Se por um lado as
mudanças beneficiaram municípios onde a captação
dos dados eram feitas por estimativa, por outro afetou a de outras
cidades cujas estimativas já vinham sendo feitas com maior
precisão.
É o caso, por
exemplo, do município do Rio de Janeiro, que registrou as
maiores perdas de participação do PIB dos municípios,
tanto no biênio 2004-2005 (menos 0,3%), quanto na série
de 2002 a 2005 (menos 0,6%).
O município, no
entanto, ainda se mantém na segunda colocação no
ranking geral.
Impulsionado pela
atividade de extração e produção de
petróleo e gás natural, outro município do
estado, Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, foi destaque,
tendo aumentado sua participação no PIB nacional em
0,22% de 2002 para 2005, passando da 21ª para a 18ª posição
no ranking geral.
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