Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
21 de Dezembro de 2007 - 16h58 - Última modificação em 21 de Dezembro de 2007 - 17h26


Greve de fome de bispo reacendeu debate sobre a transposição de rio, avalia CPT

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Brasília - Embora os 24 dias de greve de fome do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, não tenham alcançado o objetivo pretendido, a avaliação feita por movimentos sociais é de que a greve reacendeu os debates em torno da transposição do Rio São Francisco. A informação é do representante da Comissão Pastoral da Terra, Ruben Siqueira.

“Se tomarmos o objetivo principal que era o arquivamento do projeto e a retirada das tropas do Exército, isso não alcançamos, mas em compensação alcançamos muito mais do que poderíamos prever, esse debate, a volta do tema à agenda nacional e a desconfiança que se plantou a respeito desse projeto”, afirmou Siqueira.

A intenção a partir de agora é intensificar a mobilização das organizações da sociedade civil e incentivar o debate sobre o tema a fim de esclarecer a população.

“A luta vai continuar principalmente no nível da massificação da informação a respeito desses assuntos, do semi-árido do São Francisco e da transposição.”

Ele afirma ainda que as organizações estão preparando novas ações para recorrer à Justiça na tentativa de paralisar as obras de transposição.

Sobre as negociações com o governo, Ruben Siqueira afirma que ainda não há uma posição consolidada, mas avalia ser improvável que os movimentos em torno de dom Luiz Cappio queiram continuar dialogando com o governo.

“Está mais que patente que a disposição de diálogo não é verdadeira”, considerou Ruben.

Em carta divulgada ontem (20), quando comunicou o fim da greve de fome, dom Cappio afirmou que a luta não cessaria ali.

“Depois desses 24 dias encerro meu jejum, mas não a minha luta que também é de vocês, que é nossa. Precisamos ampliar o debate, espalhar a informação verdadeira, fazer crescer nossa mobilização. Até derrotarmos este projeto de morte e conquistarmos o verdadeiro desenvolvimento para o semi-árido e o São Francisco.”



 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina