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21 de Dezembro de 2007 - 19h19 - Última modificação em 21 de Dezembro de 2007 - 19h20


Ouvidoria do Incra investigará atentado contra sem-terras no Paraná

Lúcia Nórcio
Repórter da Agência Brasil

 
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Curitiba - A Ouvidoria Agrária do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná investigará um atentado contra 60 famílias de militantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) que ocupam uma fazenda na região metropolitana de Curitiba. Na manhã de ontem (20), homens armados dispararam contra as 60 famílias que ocupam a Fazenda Poço das Antes, na Comunidade Rural da Pinta, em Rio Branco do Sul.

Apesar dos tiros, não houve feridos. Segundo o membro da Coordenação Nacional do MLST, Joaquim Ribeiro, os ocupantes foram orientados a registrar boletim de ocorrência na delegacia local.

Para Ribeiro, os disparos foram uma tentativa de forçar o despejo dos ocupantes da fazenda, que tem uma plantação de pinus. “Suspeitamos que tenha sido encomendado pelo arrendatário do plantio, porque eles avisaram que foi um madeireiro que os contratou”, explicou.

Com base nessas informações, a Ouvidoria do Incra anunciou que investigará a presença de "jagunços" armados e possíveis atentados contra as famílias acampadas. Segundo o Incra, ainda não há um processo oficial de venda da área, apenas negociações informais com o proprietário da fazenda.

De acordo com o Incra, a compra de terrenos para a reforma agrária, prevista pelo Decreto 433/92, tem se mostrado a forma mais rápida para o assentamento das famílias, mas esse processo depende do interesse dos proprietários. O órgão informa ainda que o pagamento se dá pelo preço de mercado.

A terra nua é paga em títulos da dívida agrária (TDAs), com resgates de dois a cinco anos, e as benfeitorias são pagas a vista. Os títulos da dívida agrária são corrigidos pela Taxa Referencial (TR) e rendem juros de 6% ao ano.



 


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