A
Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) está
em campanha para aumentar os estoques de sangue. O
número de candidatos à doação diminui
nessa época do ano, em razão das festas de Natal
e Ano Novo, além das férias escolares. A maior necessidade é de doadores de sangue O negativo, O positivo e A
positivo.
Em 25 de dezembro e 1º de janeiro, o Hemocentro estará fechado. Mas nos demais dias de dezembro e janeiro, o
funcionamento será normal: de segunda a sábado, das 7h às 18h - com exceção de 31 de
dezembro, quando o expediente será reduzido: 7h às 13h, com distribuição de senhas
até as 12h. Mais informações no site da instituição.
Para a doação, o candidato precisa estar em boas condições de saúde. É necessário pesar mais de 50 quilos e dormir bem na noite anterior, para que o organismo possa se preparar para o procedimento.
A assistente social do Hemocentro, Verônica Cavalcanti de Andrade, destaca ainda a importância de estar bem alimentado e desmente a crença de que é preciso estar em jejum.
"Essa
questão de doar sangue em jejum é errada. A pessoa
deve, pelo contrário, vir bem alimentada, ingerindo alimentos
leves, como sucos de frutas, pães com geléia, além
de não ingerir leite integral e derivados.”
Verônica
lembra que é necessário um intervalo de duas horas após
o café da manhã ou o almoço para realizar a
coleta.
Segundo a
assistente social, o candidato passa por três etapas antes da
doação. O primeiro passo é o cadastramento,
quando deve ser apresentado um documento oficial, com foto e com
validade.
Também é preciso que o paciente passe pela pré-triagem, um teste para detectar possíveis
casos de anemia. Nessa etapa, verifica-se ainda a pressão, a
temperatura e o pulso do doador.
A etapa
final consiste em uma entrevista com o médico, momento em que
é definido se o candidato poderá ou não doar sangue.
Liberado após a consulta, o doador está pronto para a
coleta de sangue, que dura de oito a dez minutos.
“É
um processo totalmente seguro para o doador. Muitas pessoas tem medo
de doar, medo da agulha. Mas a causa é tão nobre que
essa questão passa a ser irrelevante”, disse Verônica.
Depois da coleta, o doador pode retomar o trabalho,
desde que não pratique atividades pesadas, como dirigir
caminhões ou trabalhar em alturas elevadas. Pela lei, o trabalhador que doa sangue está dispensado do
trabalho, uma vez ao ano, para realizar a coleta.
Já
em relação aos mitos acerca da doação de
sangue, a assistente social garante que nenhum deles é
comprovado cientificamente e que, portanto, devem ser deixados de
lado.
“Muitas
pessoas deixam de vir porque acham que se doarem uma vez têm
que doar o resto da vida. O organismo é preparado para repor
esse sangue perdido durante a doação. A pessoa mantém
seu estilo de vida normal, sem nenhuma obrigatoriedade de ter que
retornar”.
Para Hugo Lopes da Silva, doador de sangue, a sensação
de ajudar alguém supera o medo. Ele
garante que, nas oito vezes em que esteve no Hemocentro, não sentiu nenhum mal estar ou
dor. Ele acredita que a melhor opção é ir
em grupos de amigos, colegas de trabalho ou mesmo com vizinhos.
“Comecei
a doar quando entrei para o Exército. Meu pai sempre
incentivou. É um bem para outras pessoas que você não
conhece, um bem que você deixa para alguém”, definiu.
Nathália Pacheco, estudante de Pedagogia, doou
sangue hoje pela primeira vez e destaca a importância da
iniciativa durante um período em que as pessoas viajam e os
estoques ficam em baixa.
“Às
vezes, pessoas da nossa própria família
podem precisar. É um ato, acima de tudo, de solidariedade.”