|
Brasília - No Brasil, as promoções do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT) contam com apoio da Petrobras e da Academia Brasileira de
Ciências. O Congresso Nacional vai realizar em abril sessão
solene, e está previsto um seminário técnico-científico
com representantes dos países da América Latina, entre
os dias 21 e 25 de abril.
No mês de outubro está programado um
Congresso de Geologia sobre o Planeta Terra, e ao longo do ano vão
ser realizados diversos outros eventos em diversas capitais, como
simpósios e palestras sobre os temas em discussão. Os
eventos serão fechados em 2009, no Rio de Janeiro e em
Brasília, com encontros de representantes de países de
língua portuguesa.
Entre os dez temas mais importantes que envolvem
as Ciências da Terra vão estar em enfoque no AIPT as
preocupações com as águas subterrâneas que
vão ser no final do século a principal fonte de água
potável para a humanidade, segundo destaca Carlos Oiti. A
partir de 2.025 o consumo será crítico nas chamadas
mega-cidades, com mais de 5 milhões de habitantes.
A temperatura da Terra, que poderá se
elevar nos próximos 100 anos em até 5 ou 6 graus será
outro tema que estará em discussão durante os eventos
do AIPT. Oiti lembra que o aumento da temperatura em um ou dois
graus, já ocorrido, vem provocando grandes transformações
sobre o ambiente da Terra.
Os desastres naturais serão discutidos, nos
eventos, com enfoque para os transtornos provocados por furacões
e vulcões, deslizamentos de encostas, e a desertificação
de áreas extensas, provocada pelo homem. A idéia é
"pressionar os poderes políticos do mundo a se
preocuparem com a ação humana danosa sobre o planeta
que habita".
O coordenador-geral das unidades de pesquisa do
MCT alerta que, daqui para o final do século, 75% da população
mundial vai estar concentrada numa faixa de 100 quilômetros do
litoral, tendo que conviver com problemas imobiliários, com a
contaminação da água subterrânea e com a
mistura de água doce à água do mar. A humanidade
terá problemas com a alimentação e as condições
do planeta vão dificultar o lazer e os esportes.
A energia, que é um bem prioritário
da civilização também terá que ser gerada
de forma limpa, e esse tema será também muito enfocado.
Carlos Oiti lembra outro tema prioritário para o AIPT, que é
a qualidade dos solos, que têm sido degradados rapidamente,
incorrendo na necessidade de aumento sucessivo do uso de
fertilizantes e de corretivos. A discussão dessa questão
é de suma importância, segundo lembra, porque envolve a
alimentação da humanidade.
|