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25 de Dezembro de 2007 - 16h55 - Última modificação em 25 de Dezembro de 2007 - 16h55


Petrobras e Academia Brasileira de Ciências apóiam promoções do ano do planeta

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - No Brasil, as promoções do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT) contam com apoio da Petrobras e da Academia Brasileira de Ciências. O Congresso Nacional vai realizar em abril sessão solene, e está previsto um seminário técnico-científico com representantes dos países da América Latina, entre os dias 21 e 25 de abril.

No mês de outubro está programado um Congresso de Geologia sobre o Planeta Terra, e ao longo do ano vão ser realizados diversos outros eventos em diversas capitais, como simpósios e palestras sobre os temas em discussão. Os eventos serão fechados em 2009, no Rio de Janeiro e em Brasília, com encontros de representantes de países de língua portuguesa.

Entre os dez temas mais importantes que envolvem as Ciências da Terra vão estar em enfoque no AIPT as preocupações com as águas subterrâneas que vão ser no final do século a principal fonte de água potável para a humanidade, segundo destaca Carlos Oiti. A partir de 2.025 o consumo será crítico nas chamadas mega-cidades, com mais de 5 milhões de habitantes.

A temperatura da Terra, que poderá se elevar nos próximos 100 anos em até 5 ou 6 graus será outro tema que estará em discussão durante os eventos do AIPT. Oiti lembra que o aumento da temperatura em um ou dois graus, já ocorrido, vem provocando grandes transformações sobre o ambiente da Terra.

Os desastres naturais serão discutidos, nos eventos, com enfoque para os transtornos provocados por furacões e vulcões, deslizamentos de encostas, e a desertificação de áreas extensas, provocada pelo homem. A idéia é "pressionar os poderes políticos do mundo a se preocuparem com a ação humana danosa sobre o planeta que habita".

O coordenador-geral das unidades de pesquisa do MCT alerta que, daqui para o final do século, 75% da população mundial vai estar concentrada numa faixa de 100 quilômetros do litoral, tendo que conviver com problemas imobiliários, com a contaminação da água subterrânea e com a mistura de água doce à água do mar. A humanidade terá problemas com a alimentação e as condições do planeta vão dificultar o lazer e os esportes.

A energia, que é um bem prioritário da civilização também terá que ser gerada de forma limpa, e esse tema será também muito enfocado. Carlos Oiti lembra outro tema prioritário para o AIPT, que é a qualidade dos solos, que têm sido degradados rapidamente, incorrendo na necessidade de aumento sucessivo do uso de fertilizantes e de corretivos. A discussão dessa questão é de suma importância, segundo lembra, porque envolve a alimentação da humanidade.



 


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